Ela falou com a voz trêmula: — Não é possível que você esteja disposto a isso… — Disposto a isso? — ele rebateu imediatamente, a voz falhando no meio da frase. — Elisa… eu acabei de pedir pra você ficar comigo. Acabei. Você disse que não. Eu concordo que você vá, e você fica surpresa? — Ele abriu as mãos, frustrado. — O que você quer, Elisa? Diz. Eu faço o que você quiser… menos permitir que essa mulher durma debaixo do meu teto de novo. Elisa mordeu o lábio, dolorida. — Você tá me fazendo escolher entre a minha mãe e você… — ela disse, a voz pequena. — E não era pra ser assim, Dante. Isso não era pra ser uma disputa de quem eu amo mais. — É tão absurdo isso — ele respondeu, dando uma risada nervosa, vazia. — Eu tô contigo há meses, Lisi. Meses. Tô tentando, todo santo dia, ser melhor

