Capítulo 107

1760 Palavras

O silêncio depois do estalo parecia maior do que a própria casa. O lado atingido do rosto ardia, mas o olhar dele, duro, ferido, incrédulo, queimava ainda mais. Elisa levou a mão até o próprio pulso, como se precisasse se segurar para não recuar. O peito subia e descia rápido demais. Por um momento, ela pareceu se arrepender, só por um segundo, a proximidade entre eles, a tensão, o impulso, mas não voltou atrás. Ele inspirou devagar, o maxilar travado, e quando falou foi quase num sussurro raivoso: — Eu quero essa mulher fora da minha casa. Agora, Elisa. — Não. — ela respondeu sem hesitar. Os olhos dele piscaram uma vez, lentos, cheios de raiva contida. — Ela só trouxe discórdia. — Dante avançou um passo, o dedo apontado para o chão, a voz crescendo. — Desde que ela apareceu, nós não

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