Capítulo 23 — Fumaça e Sirene

1482 Palavras

Camilla A primeira sirene não veio sozinha. Ela veio puxando outras, como se o morro inteiro tivesse sido acordado por um grito metálico. Primeiro distante, lá embaixo, na avenida, aquele som comprido que atravessa concreto e sobe ladeira como vento r**m. Depois mais perto. Depois perto demais. E, por cima de tudo, um ruído grosso no céu… hélice cortando a noite. Helicóptero. Meu estômago afundou. Eu estava sentada no colchão, tentando lembrar de respirar direito, quando o mundo do lado de fora deixou de ser “barulho” e virou ameaça com direção. Eu ouvi passos correndo no corredor, gente falando baixo e rápido, rádios chiando, portas batendo em algum canto da casa. A lâmpada piscou. Eu pensei: não, não, não… E então veio o primeiro estouro. Não era bomba cinematográfica. Era seco.

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