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1126 Palavras

Sol narrando Eu juro que por alguns segundos… tudo parou. O som do monitor, o barulhinho do soro pingando, até o ar-condicionado parecia ter congelado no tempo. Fiquei só olhando pro médico, depois pro Brasa… e de novo pro monitor. Aquela p***a daquele borrão redondo no meio da tela. — Isso aqui… é uma criança — ele disse. “Uma criança.” Essas palavras me atravessaram como uma bala de festim: barulhenta, inesperada, mas sem machucar por fora. Por dentro? Por dentro foi como se tivesse explodido um trem dentro de mim. Minha boca secou. Minha mão começou a suar. E meu coração… meu coração foi parar na ponta da língua. — Grávida? — repeti num sussurro. — Não… não, não tem como, doutor. Virei o rosto pro Brasa na hora. Ele ainda tava calado, com aquele jeito dele, sério, olhos estreitos

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