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Sol Narrando Ainda deitada, com aquele soro quase no fim, meu corpo ainda meio trêmulo e a mente a mil, eu só conseguia olhar pro Brasa como se ele fosse outra pessoa. Nunca, em toda a nossa história, ele tinha se exposto daquele jeito. Nunca. E olha que eu conheço cada centímetro de dureza desse homem. Ouvir ele falar que tava feliz… que achava que ia morrer sozinho… que o sonho dele era ter um filho e que tinha enterrado isso por causa da infância ferrada que teve… Foi como se ele abrisse uma porta que eu nem sabia que existia dentro dele. E mesmo com o coração explodindo de emoção, meu peito ainda tava apertado. Tinha medo, sabe? Medo de não saber lidar. Nunca tinha ficado grávida antes. Não sabia o que podia comer, o que não podia. Como ia ser. Se eu ia conseguir continuar trabalha

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