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1081 Palavras

Rosa Narrando Quando ela entrou pela porta, eu já sabia que vinha bomba. Mãe sente. A Sol tava com um brilho estranho no olho, uma coisa que misturava nervoso, ansiedade e um fundinho de felicidade que só mãe consegue enxergar na filha. E o Brasa… aquele homem sério, calado, duro como concreto, tava com um jeito diferente também. Mais… leve. E foi aí que ela tirou a tal da chupeta do bolso. Uma chupeta. Branquinha. Pequena. Silenciosa. Mas que gritou na minha alma. — Eu tô grávida — ela falou. Por uns dois segundos, eu só fiquei olhando pra ela. Acho que meu coração deu um pulo, bateu no teto e voltou. Eu olhei pra chupeta, olhei pra barriga dela, olhei pro Brasa e depois de novo pra chupeta. — Mentira! — eu gritei, num tom que parecia que alguém tinha acabado de ganhar na loteria. —

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