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998 Palavras

Brasa narrando Tava na correria, como sempre, resolvendo os bagulhos lá na boca. Dando ordem pros moleque, mandando tirar umas peça da carga que chegou de manhã, organizando o rádio, repassando umas fita do dia anterior. Bagulho frenético, do jeito que tem que ser. Frente tem que tá atento a tudo. Enquanto eu tava trocando ideia com o Careca sobre a movimentação da Baixada, o celular vibrou. Olhei o visor e travei na hora: Dona Rosa. Minha sogra. Atendi na hora, porque se ela liga direto é porque o bagulho é sério. — Alô? — Ítalo, é a Rosa. Olha só, desculpa te incomodar aí na sua correria, mas a Sol tá passando m*l, meu filho. — Passando m*l como, dona Rosa? — Já me ligou duas vezes hoje, com voz fraca, dizendo que tá no salão, que já vomitou tudo, que tá mole, suando frio. Tô preo

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