Capítulo 47 LUNA NARRANDO Minha respiração falhou. O jeito possessivo dele estava aqui, exposto, cru, pulsando contra o meu corpo. O Coiote não queria apenas um favor; ele queria a confirmação de que, mesmo me mantendo prisioneira, eu estava entregando as chaves da minha vontade para ele. A manipulação era um jogo sujo, e eu tinha acabado de apostar a única coisa que me restava: minha dignidade. — O que você quiser — sussurrei, sentindo uma lágrima solitária e quente escorrer e morrer no canto da minha boca. Coiote soltou uma risada vitoriosa, uma vibração grave que senti ecoar por todo o meu peito. Ele me prendeu contra a mesa com mais força, o corpo dele reclamando o meu com uma urgência que me assustava e, ao mesmo tempo, me prendia num transe doentio. — O que eu quiser? Cuidado co

