Capítulo 48 GAVIÃO NARRANDO O radinho na minha cintura deu o sinal, e a voz do Coiote autorizando a parada foi como se tirassem uma tonelada de cima das minhas costas. Não sei o que a loira falou pra ele, ou o que ela entregou pra dobrar a vontade daquele homem, mas o papo veio reto: eu tava liberado pra socorrer a Serpente. Mas o aviso final não saiu da minha cabeça... "tu me deve essa". No Vidigal, dívida com o patrão se paga com a vida, e eu sabia que tinha acabado de assinar um contrato perigoso. Nem esperei o Pente perguntar nada. Saí daqui num trote torto, ignorando a dor física que ainda tentava me derrubar. Passei na minha casa rápido, peguei uma bolsa com gaze, álcool, uma pomada braba de cicatrização e uns remédios que eu guardava pra emergência de tiro. Cheguei na porta da c

