Capítulo 39

1331 Palavras

Capítulo 39 GAVIÃO NARRANDO O radinho no meu peito chiou baixo, um som que já faz parte do meu batimento cardíaco, mas eu nem me dei ao trabalho de responder. O morro estava naquele clima de "antes da tempestade", aquele silêncio cortado apenas pelo batidão que começava a subir lá da quadra, avisando que o baile hoje ia ser de verdade. Puxei o ar, sentindo o cheiro da maresia misturado com o óleo de fuzil, e acendi um baseadö. A primeira tragada desceu queimando, anestesiando um pouco a neurose de estar aqui, plantado na porta do barraco, fazendo papel de babá de luxo. Mas por incrível que pareça eu gostei da loira. Soltei a fumaça devagar, observando a fresta da luz que saía debaixo da porta onde a loira estava trancada. O Coiote tinha sido claro: "Gavião, tu não sai daí nem pra mija

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR