Capítulo 38

1426 Palavras

Capítulo 38 LUNA NARRANDO O silêncio do barraco era algo que, aos poucos, estava me corroendo por dentro. Sentei na ponta da cama e encarei a parede, sentindo o peso de cada segundo que passava. O relógio parecia não se mexer, e a sensação de isolamento era como uma mão apertando meu pescoço, tirando meu fôlego bem devagar. Eu fugi de uma prisão para cair em outra, mas o carcereiro de agora era um homem que me fazia tremer de medo e de um desejo que eu ainda não conseguia rotular. Levantei e caminhei até a porta, o coração batendo na garganta. Ele tinha me dito que não ia mais me trancar. Ele tinha prometido, entre um beijo possessivo e uma ordem rosnada, que eu teria um pouco mais de liberdade. Mas, quando segurei a maçaneta e girei, o estalo seco do metal travado ecoou no quarto como

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