Capítulo 13 COIOTE NARRANDO — RESPONDE, CARALHÖ! Minha voz estoura no quarto antes que eu perceba. Não grito por ciúmes. Grito porque odeio quando alguém me enfrenta no silêncio. O celular vibra de novo na mão dela, insistente, como se tivesse vida própria. — Me deixa em paz! — ela rosna. — Você não se cansa de ser inconveniente? Inconveniente. Essa palavra acende alguma coisa errada dentro de mim. Dou um passo à frente e grudo minha mão no maxilar dela. Aperto. Não é pra assustar. É pra marcar limite. O osso cede sob meus dedos e os olhos dela arregalam na mesma hora. — Tu vai aprender a me obedecer na marra, loira. — falo baixo, perto demais da boca dela. — Mas vai. Ela não chora. Não implora. Só treme. E isso me desmonta mais do que qualquer grito. Solto de uma vez, como se t

