Capítulo 43 COIOTE NARRANDO O motor da moto ainda estalava, esfriando, mas o meu sangue parecia metal derretido correndo nas veias. Estacionei de qualquer jeito na entrada da boca, chutando o cone com força. Cada passo que eu dava em direção ao interior desse lugar ecoava como um tiro de advertência. Os soldados que estavam na contenção abaixaram a cabeça, sentindo o mormaço da minha fúria. Quando o Coiote chega nesse estado, ninguém se atreve a respirar alto. Entrei no cômodo principal e o Bolador já estava aqui, encostado na mesa de bilhar com um fuzil na mão. Ele me sacou na hora. O olhar dele varreu meu rosto, leu a tensão no meu maxilar travado e a mão que não parava de tremer de ódio. — Qual foi a parada, Coiote? — Bolador perguntou, a voz grave tentando manter a ordem. — Tu tá c

