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1097 Palavras

AMANDA NARRANDO Sentada ali na frente do Rodrigo, eu me sentia em um universo paralelo. O contraste era absurdo: de um lado, as mãos dele, calejadas, com as marcas da vida pesada que ele levava no morro; do outro, o jeito que ele me olhava, com uma intensidade que parecia atravessar todas as minhas defesas. Eu deveria estar em casa, descansando pro plantão de amanhã, mas estar ali com ele era... viciante. Tinha um gosto de perigo, de passado m*l resolvido e de uma adrenalina que nenhum hospital consegue dar. — Você me deixa confusa, Rodrigo — confessei, enquanto ele pagava a conta. — Uma hora você é o soldado do meu irmão que apanha na barricada, na outra é esse homem que me faz esquecer até que eu sou médica. — Eu sou o que você quiser que eu seja, piolhenta — ele respondeu, com aquele

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