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1277 Palavras

MAJU NARRANDO Eu não arredava o pé. Fiquei ali, sentada naquela cadeira de plástico duro da delegacia, encarando a inspetora como se a minha vida dependesse de cada clique que ela dava no teclado. E dependia. Eu não queria apenas um papel com um carimbo; eu queria que o chão tremesse debaixo dos pés do Rodrigo. Eu queria que ele sentisse que, dessa vez, a farda não ia ser o escudo dele contra a sujeira que ele faz. — Eu não vou embora sem uma confirmação, inspetora. Não adianta me olhar assim — falei, cruzando os braços, minha voz agora mais firme, embora o coração ainda estivesse aos pulos. A mulher suspirou, mas dessa vez o olhar dela era diferente. Tinha chegado uma resposta no sistema interno. Ela virou o monitor pra mim, apontando para uma tela cheia de códigos e timbres oficiais d

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