GADERNAL NARRANDO Eu estava cego de ódio. A visão do ponto vermelho em cima daquela delegacia no tablet do Playboy era como um rastilho de pólvora queimando dentro da minha cabeça. Eu virei pra cima do Playboy com tudo, segurando ele pelo pescoço e prensando o corpo dele contra a parede da boca. O ar dele chegou a faltar, mas eu não tava nem aí. — Tu tá de deboche com a minha cara, Playboy? — Rosnei, a voz saindo das profundezas do inferno. — Foi tu! Foi tu que trouxe essa linhagem pra dentro do meu morro! Tu que começou a namorar a Lorena e me apresentou essa Maju! Agora tu me brota com essa notícia? Se essa mulher for infiltrada, se ela tiver lá dentro entregando a minha planta, a minha cara e o meu movimento, o primeiro a subir pro micro-ondas vai ser tu, tá ouvindo? — Calma, Gaderna

