Os quatro dias seguintes não foram apenas um refúgio de paixão. Foram uma contagem regressiva. Cada amanhecer tinha gosto de despedida. Cada noite era vivida como se fosse a última antes de uma guerra. Ellie e Gustavo se encontravam no mesmo ponto cego das câmeras, mas agora havia algo diferente no ar. Não era só desejo. Era urgência. Era planejamento. Era fuga. Os toques continuavam suaves, os gemidos ainda eram contidos, mas entre um beijo e outro havia mapas mentais sendo traçados, rotas sendo calculadas, riscos sendo pesados. O amor deles não era mais apenas clandestino — era conspiratório. Gustavo a segurava como se segurasse algo sagrado. Não apenas por paixão. Mas porque ele sabia exatamente o tipo de homem que Marlon era. Sabia do que ele seria capaz quando descobrisse. Ellie

