Na manhã seguinte, Ellie despertou envolvida pelos braços de Gustavo. O calor do corpo dele a ancorava à realidade, como se fosse a prova viva de que tudo aquilo não era um sonho. A luz do sol entrava tímida pelas frestas da janela, desenhando linhas douradas sobre a pele dos dois. Eles ficaram assim por longos minutos, em silêncio, apenas respirando juntos. A paz depois de tanto caos era quase desconcertante. Ellie ainda não sabia exatamente como agir diante dela. Quando se levantou, caminhou descalça pelo corredor, sentindo o chão frio sob os pés. Ao chegar à cozinha, viu a mãe de costas, mexendo algo no fogão. O cabelo grisalho preso de qualquer jeito, os ombros levemente curvados — marcas de quem carregava dores demais. Ellie não pensou. Apenas correu. Abraçou a mãe por trás com fo

