Gustavo ficou ali por alguns segundos depois que Ellie desapareceu pela porta lateral. Não se moveu de imediato. Ficou olhando para o nada, com o peito pesado, como se o silêncio tivesse som. Passou a mão no rosto devagar, respirou fundo e só então pegou o celular outra vez. Trabalho. Frio. Foco. Era assim que ele sobrevivia naquele jogo. Reativou os sistemas com precisão, religou as câmeras na sequência correta, apagou qualquer rastro mínimo da interrupção. A ronda noturna seguiu como sempre: passos firmes, postura relaxada, olhar atento. Para qualquer câmera, para qualquer registro… tudo absolutamente normal. Mas por dentro, não estava. Ellie já não era só a mulher que ele protegia. Era a mulher que ele escolheu proteger — mesmo sabendo o preço. No quarto, Ellie virou de lado, abra

