No dia seguinte, Ellie acordou cedo, antes mesmo da casa ganhar movimento. Tomou banho, escolheu uma roupa simples e desceu para o café da manhã. Sentou-se à mesa em silêncio, comendo devagar, como quem encenava uma rotina que já não existia mais. Cada gesto era automático. Cada gole de café, mecânico. Ela parecia presente, mas a mente estava longe, presa em pensamentos que não lhe davam trégua. Depois, decidiu ir para a piscina. Ou, pelo menos, fingir que queria. Vestiu o biquíni sem se olhar muito no espelho e saiu para o quintal. O sol já estava alto, quente demais. Deitou-se na espreguiçadeira, colocou os óculos escuros e esticou o corpo, como se estivesse ali apenas para relaxar. A mão ainda roxa repousava ao lado do corpo, a marca visível, denunciando tudo o que ela tentava esconde

