O fim da síndrome (1)

656 Palavras

Na manhã seguinte, Ellie acordou devagar, o corpo ainda marcado pela noite anterior. Havia algo diferente nela — não culpa, não medo. Excitação. Risco. Preparou um café simples, mas sua mente não estava ali. No ateliê, pintou com traços mais agressivos do que o habitual. A tela refletia intensidade, sombras densas, vermelho misturado ao preto. Arte nunca mente. Mais tarde, o sol chamava. Subiu, abriu o guarda-roupa e escolheu um biquíni branco — pequeno demais para ser inocente. O tecido claro destacava a pele pálida e os cabelos ruivos que desciam como fogo pelas costas. Passou bronzeador lentamente, espalhando pelo colo, pelas pernas, pelos quadris, sem pressa. Ela sabia que estava sendo observada antes mesmo de sair do quarto. Caminhou até a piscina com passos suaves, mas calculado

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