Os dias pareciam escorrer entre os dedos, rápidos demais, cruéis demais. O relógio era um inimigo silencioso, marcando o tempo como quem zomba, lembrando a cada segundo que a sombra de Marlon se aproximava com uma certeza inevitável. Não havia como detê-la. Apenas se preparar para sobreviver a ela. Gustavo sabia disso. E por isso, não perdia um único instante. Enquanto mantinha a postura impecável de segurança — atento, discreto, obediente —, por dentro ele se movia como um homem em guerra. Começou sua missão silenciosa sem levantar suspeitas. Retomou contatos antigos, nomes que só existiam em murmúrios, gente acostumada a rastrear pessoas que oficialmente não existiam mais. Nada podia ser feito de forma direta. Marlon tinha olhos em todos os lugares. Talvez até dentro daquela casa l

