Eu estava apavorada e meu corpo se encolhia a cada som de disparo que ecoava por toda a comunidade. Meu pai, minha irmã e eu nos encolhemos no quarto do meu pai, que ficava mais ao fundo da casa e tinha menos risco de ser alvejado; e oramos por horas a fio pedindo a Deus que guardasse os moradores e rogando para que aquele confronto terminasse o quanto antes. Eu, particularmente, rogava a Deus sem parar para que Leo não fosse ferido nessa guerra. Não me importava mais em qual lado ele estava, ou se a lei era a régua de medida dele ou não, tudo o que eu queria era ele são e salvo. Agradeci a Deus uma segunda vez pelas orações serem silenciosas, do contrário meu pai entraria em choque apoplético ao descobrir meu real envolvimento com o homem que estava lá fora atirando em outros criminosos.

