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1321 Palavras
HANNAH NARRANDO Dormi pouco naquela noite e o motivo tinha nome e sobrenome, por mais que eu não soubesse o sobrenome do tal motivo. Blake era o suficiente. Não precisava saber quem ele era ou o que fazia da vida, porque já sabia que em breve ele se tornaria apenas mais uma lembrança do meu caderno vermelho. Me troquei rapidamente depois do banho e fui para o trabalho, atrasada, mas com uma boa desculpa. "Bom dia? Achei que tivesse pedido para você chegar mais cedo e conhecer o meu filho." Meu chefe resmungou. Ele parecia de mau humor, e não me trouxe um café como sempre faz. "Desculpe, Senhor Delacroix. Minha noite foi cansativa, tive que resolver uma coisa pessoal." Não era mentira. Era a mais pura verdade que eu estava contando. "Bom, tudo bem, venha aqui que irei te apresentar ao meu garoto. A partir de agora, trabalhe com ele como você trabalhava comigo, tá bom?" Eu concordei e me levantei da cadeira, acompanhando meu chefe até a sala de seu filho. Quando ele abriu a porta para que eu entrasse, vi um homem vestindo roupa social e falando no telefone, com a voz firme, e com a cadeira virada para a grande janela do escritório. Foi então que ele se virou levemente e eu vi seu rosto de relance. Seria impossível não reconhecer esse homem depois de tudo que fizemos na noite anterior. Tentei não demonstrar nada, e assim que ele desligou o telefone, eu sorri de forma amigável tentando fingir que a noite anterior havia sido um sonho. "Filho, essa daqui é a Hannah, a moça que eu falei que será sua ajudante em tudo. Ela é uma advogada brilhante, e está sabendo dos casos mais importantes do escritório." Senhor Delacroix sorriu ao falar. O filho encerrou a ligação e virou perfeitamente em nossa direção, finalmente. Quando vi aquele rosto de frente e tive a certeza de que era ele, meus joelhos viraram gelatina. Para o meu azar, o homem sentado ali era justamente o homem que me macetou a noite inteira. O nome disso é karma, eu sei que é. Estou pagando pelos pecados das put4s de todas as gerações. Blake se levantou e veio em minha direção, como se não me conhecesse. "Blake, Hannah, Hannah, Blake. Estão apresentados." "Muito prazer." Ele estava com um sorriso safado nos lábios. Que canalha! "O prazer é meu." Sorri de forma simpática em retribuição. "Você me lembra uma amiga chamada Michelle." Put@ que pariu. "Não conheço ninguém com esse nome. Deve ser apenas uma coincidência." Engoli seco e me aproximei da porta. Eu tentava manter a postura profissional, mas as lembranças da noite anterior estavam simplesmente bombardeando minha cabeça. Eu saí correndo com vontade de vomitar, de tanta ansiedade. Meu corpo inteiro tremia. Como que eu poderia lidar com isso de novo? E se ele fosse noivo? Por que eu cedi? Como isso foi acontecer? Eu achava que seria apenas um caso de uma noite, que ele sumiria, e agora ele é o CEO do escritório? Não... Isso só pode ser um pesadelo! Entrei no banheiro e me tranquei ali, encostando as costas na porta. Senti vontade de chorar, mas pra piorar, vê-lo sentado em sua cadeira daquele jeito me ascendeu feito uma vela de aniversário, daquelas chatas que você assopra e a vela volta a acender milhares de vezes. Fechei meus olhos e fui transportada para a noite anterior. Que inferno... Sua testa estava na minha e eu fechei meus olhos. Eu inclinei os pés para fazer minha boca roçar na dele de novo, e eu conseguia sentir sua respiração contra a minha. Não, definitivamente ele era o cara mais gostoso que eu já havia ficado. Às vezes, palavras não são necessárias. Quando ele juntou os lábios com os meus, meu mundo parou. Eu não consigo entender o motivo desse homem ter tanto poder sobre mim sendo que eu sei apenas o primeiro nome dele, mas tudo que sei é que ele tem. Aquele sentimento era avassalador e delicioso. Era exatamente do que eu precisava. Seus braços envolveram minha cintura e os meus envolveram seu pescoço. Ele empurrou a língua contra meus lábios, me tomando em um beijo lento, cuidadoso e ao mesmo tempo cheio de desejo. Blake caminhou comigo para dentro do quarto novamente. Ficamos um tempo na cozinha, tomamos um vinho e rimos de coisas aleatórias, mas agora nossos corpos imploravam para estarem juntos de novo. Ele empurrou a porta com o pé e a fechou, e agora, o nosso beijo se tornou mais intenso. Sua mão foi levada até minha nuca, e seus dedos se entrelaçavam em meus cabelos. Ele escorregou os lábios por meu queixo, sem parar o beijo, e o levou até meu pescoço. Sua boca brincava com minha pele, seus beijos eram úmidos, meu corpo já reagia ao seus toques. Minha intimi.dade já estava molhada por causa disso, ele me faz reagir muito rápido. "Blake, put@ merd@..." Minhas mãos agarravam seu cabelo, e ele passava as mãos por minha cintura e bun.da, me deixando cada vez mais louca. Ele me deitou na cama. Eu já estava nua, o que facilitava as coisas. Ele se ajeitou no meio das minhas pernas e beijou minhas coxas. Eu já sabia o que viria, e aquilo me deixou maluca em excit@ção. Blake passou a língua em mim, mas logo se afundou em minha região íntima, me chupando com vontade. "Ah... Seu gosto..." Ele sussurrou contra mim. "Me deixa louco..." Eu segurava os lençóis entre meus dedos, rebolando meu quadril contra seu rosto de forma involuntária. Eu arqueei as costas, minha respiração pesada, meus gemidos quebravam o silêncio do quarto. Ele acariciava minhas coxas com as mãos e as colocou por cima dos próprios ombros. "Ah, p***a, Blake..." Depois de me ouvir, afundou novamente em mim, me beijando lá embaixo com toda vontade que tinha. Enquanto ele me chupava, eu comecei a sentir meu corpo reagindo. Eu cedi, gritando e rebolando meu quadril contra ele. Quando ele percebeu que tive um orgas.mo, ele tirou o rosto do meio das minhas pernas e limpou a boca com o dorso da mão. Ele se deitou por cima de mim. Eu o abracei com minhas pernas e ele me beijou com gosto. Ele é previnido como eu, tem um monte de camisinhas na carteira. Ainda bem! Blake se ajeitou em minha entrada úmida e se empurrou, me invadindo por completo e me preenchendo dele. Por Deus, como eu amo isso. Eu gemi contra seus lábios, e ele começou a meter em mim com movimentos de vai e vem, em uma velocidade gostosa e perfeita. "Isso, Blake... Isso..." Eu gemia. "Mais, quero mais!" Ele metia com mais força, e aí, agarrou minhas mãos e as colocou acima da minha cabeça. O corpo dele roçava no meu, e eu sentia que não demoraria para chegar lá. Ele virou nossos corpos. Me colocou sentada por cima dele, e mexia em meu quadril, me incentivando a rebolar para ele, o que eu fazia feito uma pir@nha. Fechei meus olhos com as mãos apoiadas em seu peitoral, rebolando rápido, gemendo. Ele acariciava minhas coxas e cintura, e aparentemente não aguentou ficar longe do meu corpo, porque ergueu o tronco. Agora, ele estava sentado na cama e eu sentada nele, rebolando feito louca. Ele levou o rosto até meu sei.o e abocanhou um deles, enquanto acariciava minhas costas e me incentivava a rebolar. Sua boca em meu ponto mais sensível do sei.o me enlouquecia, eu segurava seus cabelos e empurrava mais seu rosto contra mim. Aí, eu cheguei lá. E ele veio comigo, respirando fundo e soltando um gemido grave e gostoso de ouvir. "Tem alguém aí?" Eu reconhecia aquela voz. Arregalei os olhos e percebi que eu estava com a mão dentro da calça e acabava de me tocar lembrando do Blake e do que fizemos na noite anterior. Isso definitivamente virou um caso de terapia.
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