VINTE: Queime Comigo Hoje

2436 Palavras
As mãos pequenas de Hakyeon passeavam pela pele do alfa enquanto puxavam e partiam os botões de sua camisa, ele estava impaciente. O ambiente m*l iluminado mostrava o rosto bonito de Ravi, em partes oculto pelas sombras e o Zhang sentia que aquilo era ele, alguém que só podia ver pela metade, mas que lhe era o suficiente. O ômega não se importava com o seu passado e muito menos com as coisas que nunca lhe seriam contadas, ele preferia não saber, amava a parte que conhecia. E isso lhe foi o bastante. — Wonsik. — ele o chamou. — Por favor, não use esse nome. — Não, eu quero te chamar por esse nome. — ele insistiu — Porque é quem você é, e eu gosto desse nome, me sinto próximo de você quando o digo. E o loiro já não fugiu mais. Ouvir seu nome de novo era como retornar para a infância, se via um garoto de novo, quando a maldade do mundo ainda não o havia atingido e ele brincava na terra em frente a sua tão pequena casa. Tudo havia mudado tão rápido, as palavras de carinho haviam sumido e sido substituídas por ódio e rancor, o amor havia sumido por completo e não haviam mais abraços. Hakyeon o abraçava agora. — Escute, eu preciso te dizer uma coisa. — o alfa segurou nas laterais de seu rosto e o olhou profundamente nos olhos — Eu não quero que você se case, mas eu não posso lutar por você, me perdoe pelo que fiz a nós, quero que você me esqueça e seja feliz, não pense mais em mim. — Eu te amo. — Não me ame, isso só vai doer. Mas já era tarde para Hakyeon, ele já o amava há muito tempo, e doeria de todas as formas quando não mais pudesse vê-lo. O beijou novamente impedindo que Wonsik continuasse a falar, falar não era bom, não sobre despedidas, não sobre nunca mais se verem. Aquilo tinha que acontecer, fazia parte de seus planos, Hakyeon tinha que amá-lo, tinha que se deitar com ele, mas por que se sentia daquela forma? Ravi estava fraquejando, seu desejo naquele momento era manter o Zhang com ele para sempre. Puxou suas roupas para cima com certo cuidado, elas precisavam voltar para casa impecáveis da mesma forma que ele saiu. Apertou suas coxas e sentiu o quão macia a pele dele era, seu desejo foi o que marcá-lo por inteiro, o prender com força para que não mais tivesse que vê-lo ir embora. Terminou de remover a própria camisa e Hakyeon o olhou por longos enquanto descia seus pequenos dedos do peito ao umbigo. — Eu não me importo com o quanto irei sofrer depois, Wonsik, amar você foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Hakyeon também havia sido a melhor coisa na vida de Wonsik, por mais involuntário que aquele pensamento tenha sido. E só então removeu todas as roupas do ômega, que ficariam pelo chão por aqueles momentos. Se aproximou para tocá-lo de novo, mas dessa vez Hakyeon o impediu. O alfa o encarou por poucos instantes enquanto o mesmo desmanchava a trança em seu cabelo e logo após viu os longos fios negros resvalando por sua pele e descendo como uma linda cascata de águas escuras. Estava hipnotizado. — Você é lindo. — era tudo o que conseguia dizer. — Eu sei disso. O ômega sorriu e logo estava colado ao seu corpo novamente. Ravi puxava a própria calça um pouco devagar e sem muita paciência Hakyeon a puxou de uma vez, aquilo havia deixado o alfa um pouco assustado, fora uma atitude muito inesperada. — Vamos logo, preciso voltar pra casa e ser um ômega inocente de novo. Ravi o abraçou pela cintura e o ergueu do chão para poder enfim o levar até a cama. Assim que suas costas nuas tocaram o colchão, Hakyeon sentiu o odor do alfa subir e seus pulmões se encheram, tudo ali tinha o cheiro dele, o ômega se sentiu inundado pela essência do alfa. — Não pode deixar que ninguém chegue perto de você quando chegar em casa, o meu cheiro vai ficar preso na sua pele. — Queria poder ter o seu cheiro para sempre. Ravi também queria ter o cheiro de Hakyeon para sempre, mas repetir isso em voz iria feri-lo ainda mais, e ter que deixá-lo já era uma ferida grande o suficiente. Beijou seus lábios novamente e desceu até seu pescoço, precisava ter cuidado para nenhuma marca ficar, não adiantaria em nada se tudo fosse descoberto muito cedo, a família Zhang daria um jeito de encobrir tudo. No fundo, Ravi sabia que estava desistindo, manter seus planos de pé estava cada vez mais difícil, estava começando a lutar contra si mesmo e contra o que realmente queria. Queria ficar com Hakyeon para sempre. — Eu quero muito você. — o ômega disse em baixo tom, como o segredo que aquilo era. O loiro penetrou um de seus dedos dentro do menor e sentiu o quão molhado ele estava, sorriu satisfeito com aquilo. — Posso notar isso. — ele o respondeu — Eu também o quero muito. — Posso notar isso. O ômega meneou a cabeça para trás quando o loiro introduziu o segundo dedo, mordeu o lábio inferior com certa força, aquilo era bom. Queria ter aquilo pra sempre e a ideia de um dia se deitar com um alfa que não era Ravi sondava como um pesadelo absurdo. Em sua mente, Hakyeon implorava para ser marcado por ele e assim nada mais pudesse separá-los. Porém este pensamento era t**o, marcas já não eram mais eternas e certamente seria obrigado a sofrer até que ela lhe fosse arrancada. Tirou seus dedos apenas para poder apertar com força e marcar onde ninguém veria, Ravi maltratava as coxas alfas de Hakyeon com suas mãos enquanto voltava a beijá-lo, seus lábios tinham um sabor único e extremamente viciante, era como beijar a própria Freyja. Até que o ômega o empurrou para o lado e por fim sentar-se sobre seu quadril. — Confesso que gosto de vê-lo assim. — o alfa disse — Gosto quando não sente medo e consegue ser quem você realmente é. — Você fez isso por mim, alfa. — o respondeu, mas naquele segundo sua voz estava encharcada de dor — Por isso eu não quero perde-lo, você me faz ser completo e jamais terei isso com outra pessoa. — Vamos tentar não pensar nisso agora. O ômega concordava. Subiu um pouco até conseguir se encaixar, Hakyeon queria fazer aquilo sozinho e Ravi não reclamava de apenas assistir enquanto o Zhang encaixava-se em seu m****o, observou seu rosto mudar enquanto o penetrava lentamente, era simplesmente perfeito. Todavia, o que não era perfeito em Zhang Hakyeon? Os olhos estavam bem fechados enquanto ainda se acostumava com aquela nova sensação, Ravi sabia que ele sentia dor. — Hak- — Não diga nada. Continuou a olhá-lo e perdeu o ar quase que por completo quando o mesmo passou a se mexer. Hakyeon espalmou as duas mãos sobre seu peito e cravou as unhas com força, certamente a marca ficaria ali por um bom tempo, mas já estava acostumado demais para reclamar. O ômega passou a subir e descer bem devagar e aquilo estava o enlouquecendo, seu desejo era poder guiar e dar a sua própria velocidade, mas ainda não podia. — Eu te amo. — o Zhang repetiu mais uma vez. Mas ele não queria ouvir nenhuma resposta e sabia que não era bom ouvir. Beijou o alfa novamente para que ele nada dissesse e aproveitou aquele momento para deixar que ele segurasse sua cintura. Era o que Ravi queria, sentir a pele do ômega sob seus dedos era como tocar as nuvens. Tinha a visão que em seus sonhos mais secretos sempre desejou ter, Hakyeon estava sobre seu corpo, o calor do ômega se espalhava por sua pele e o deixava em chamas, por ele poderiam queimar para sempre. O suor logo passou a escorrer pela testa de ambos e também por todos os poros. Nunca se cansaria de olhar para ele, queria tê-lo para sempre. Seu coração doeu. — Você está bem? — O que? — Seus olhos. — o ômega parecia assustado — Parecia estar em outro mundo. — Está tudo bem. O alfa o deitou no colchão para poder ficar por cima, tentaria não pensar tanto agora. Voltou a estar dentro dele de novo, dessa vez concentrado em seu rosto, queria lembra-lo assim, marcar aquele momento em sua memória como um momento em que esteve feliz e dividindo algo que era real. Já não dava mais para fugir daquilo, o que sentia pelo ômega era real. Queria memorizar cada detalhe dele, o lugar exato de cada uma de suas pintinhas e pequenas cicatrizes que provavelmente o acompanhavam desde a infância. Certamente jamais se esqueceria daquele cheiro, da maciez daquela pele e da temperatura dela. Perdeu a noção do tempo, ambos perderam. E já não tinha mais como evitar quando seu nó se formou dentro do ômega e o prendeu a ele. Hakyeon apertou com força os braços do loiro e logo em seguida se agarrou ao seu pescoço em um abraço que durou até o nó desinchar e soltar. Respirou pesadamente. — Vou pedir aos deuses para me darem um filho seu. — o ômega disse — E então eu serei feliz. — O bastardo de um bastardo, que chances o nosso filho teria? Hakyeon franziu o cenho. — Não me disse que era um bastardo. — apenas agora se dera conta — Você sabe quem é o seu pai? Se desconcertou, não deveria ter dito aquilo. — Não, não o conheço. Vendo que o assunto o incomodava, Hakyeon optou por não falar mais sobre. Já era tarde, precisava ir embora antes que lá fora ficasse muito perigoso. Saiu da cama e recolheu suas roupas para poder se vestir, Ravi apenas o observou fazer isso. Seu peito estava doendo, sentia uma agonia se espalhar por seu corpo. — Estou indo. — o ômega disse — Por favor, não se levante, será uma despedida mais fácil se eu apenas for. — Tudo bem. E depois disto Hakyeon partiu. Ravi ficou sozinho sentindo o cheiro do ômega por toda parte. Não havia ninguém para presenciar aquilo, ninguém o julgaria, e sentido a liberdade da solidão, Ravi chorou. Chorou porque amava Hakyeon.     [... Herança dos Alfas ...]       — Lady Lim Yoonah! Mingyu não sabia das coisas que aconteciam em suas costas. Hongbin mantinha-se inquieto enquanto encarava a figura do beta parado próximo à sua mãe. Ele era realmente muito bonito, mas não o suficiente para fazer com que esquecesse de seus sentimentos por Taekwoon, em seu intimo rogava aos deuses para que lhe dessem uma solução. — Filho, venha, conheça seu noivo! Fora muito difícil se manter sorridente e fingir concordar com tudo enquanto seus pais discutiam os pormenores com a Lady, precisava se manter interessado ao máximo, por mais que apenas quisesse sair dali e não pensar mais naquilo. Olhar para Kookheon era ter que encarar de perto o problema que mais o assombrou nos últimos tempos. Era como tentar fugir e tropeçar nos próprios passos. — Mas acredito que estejam muito cansados! — o Rei dissera o que todos queriam ouvir — Vamos acomodá-los e amanhã continuamos esta conversa. — Oh, sim, foi uma longa viajem. Hongbin não os acompanhou enquanto subiam para os quartos e Yuvin permaneceu no mesmo lugar ao lado de seu irmão, esperaram até todos estarem longe o suficiente para desmanchar a falsa pose de príncipe encantado que tanto lutaram para manter. — A proposta de dormir com o seu noivo ainda está de pé? — Yuvin o indagou. — Você não precisa necessariamente dormir, só convencê-lo a não me querer mais. — Vou dormir com ele de qualquer jeito. — o mais novo deu dois passos para frente, ainda estava olhando para a mesma direção percorrida pelos outros — Acho que os riscos vão valer a pena. — E depois sou eu quem pensa com o p*u, esperava mais de você, irmãozinho. Yuvin sorriu de lado. — A maioria de nós só existe porque alfas pensam com o p*u. — esse era um fato que não havia como argumentar contra — Nunca te contaram a história do nosso nascimento? — Você tem dois dias. — Me dê até amanhã.     [... Herança dos Alfas ...]       Hyunwoo observava Jooheon ainda treinando, o ômega estava cada vez mais dedicado a aprender a manusear armas, e era excepcionalmente bom com o arco e flecha. Fora surpreendido quando uma das flechas veio em sua direção e por pouco não o atingiu em cheio no olho direito, segurou a flecha a poucos centímetros de ter sua cabeça atravessada por ela. — Eu deveria considerar isso um aviso? — o alfa o questionou enquanto se aproximava. O menor deu de ombros. — Talvez. — desdenhou — Estava te testando, queria ver se você era mesmo isso tudo que sempre falam por aí. — Dorme comigo todas as noites, já sabe muito bem se sou isso tudo ou não. — o alfa o segurou pela cintura e apertou, mas Jooheon segurou sua mão evitando que apertasse mais — Espera aí, o que aconteceria se estivesse errado? — Você estaria morto e eu teria que inventar uma boa desculpa. — o ômega riu — Mas acho que a sua família me pouparia, eles iriam querer o bebê. — Que bebê? Alfas eram lentos, independente de suas posições, até mesmo o mais forte dos alfas demoraria até compreender certos assuntos e a paternidade era um deles. Aconteceu da mesma forma com Seokmin e antes disso com Lucas, e pode se dizer o mesmo de Wu Yifan. Poderiam notar qualquer coisa, menos a presença do primeiro filho, provavelmente anestesiados com a ideia de serem pais, o obvio passava a ser oculto diante de seus olhos. — O nosso bebê. — Não temos um bebê. — Hyunwoo! O alfa finalmente havia se dado conta. Encarou o ômega de forma perdida por longos segundos até se ajoelhar diante dele e abraçar sua barriga. — Nós vamos ter um filho? — Sim, é o que eu estou tentando te dizer. Ele estava realmente muito feliz, o sorriso não podia ser contido em seu rosto. Queria anunciar a todos, deveriam fazer um banquete, dar uma festa e certamente faria isso assim que retornassem do Norte após o casamento de seu irmão Kihyun. — Espera aí, já estava grávido quando viajamos para Templos? Jooheon sorriu torto.
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