6 -- 🩸Novos Ares🩸

1350 Palavras
{=========================================} Pousamos em um prédio enorme e luxuoso, onde todas as janelas eram de vidro. Muito bonito, por sinal — e muito caro também. Quem era esse cara e o que ele fazia para ter tudo isso? Porque coisa boa é que não era. Ao sairmos do helicóptero, havia uma fila de pessoas à nossa frente, todas perfeitamente alinhadas. Todas… exceto uma, que se aproximou com um sorriso e abraçou o Alfa. — Que bom te ver de novo, Taeyhung — disse, ainda o abraçando. — Também senti saudades, Namjoon hyung — respondeu o Alfa, agora devidamente nomeado, ao homem que descobri se chamar Namjoon… e que também era um Alfa. Só tinha Alfa aqui. — Espero que essas férias tenham valido a pena, porque você me deixou cheio de trabalho — comentou Namjoon, com um tom levemente irritado. Taeyhung disfarçou, virando-se para a fileira de pessoas que os aguardava. Assim que se aproximou, todos se curvaram, dizendo em uníssono: — Bem-vindo, chefe. Ele respondeu apenas com um aceno de cabeça, agradecendo a recepção. — E quem é esse baixinho? — perguntou Namjoon, dirigindo-se a mim. Franzi a sobrancelha em sua direção. — Não, ele não é baixinho… só um nanico — corrigiu Taeyhung, olhando para mim com um sorriso de canto. Olhei para ele, dei de ombros e virei-me, colocando o saco preto sobre o ombro esquerdo. Quando voltei minha atenção para Taeyhung, ele estava de olhos arregalados. — Como… tipo, ele tem o dobro do teu tamanho — comentou, confuso. Revirei os olhos. — Tá bom, me dá — ordenou, estendendo a mão para pegar o saco. Sem contrariar, entreguei-o e comecei a caminhar em direção à única porta existente ali, ainda fechada e bloqueada pela fileira de pessoas. Parei diante de uma Ômega de cabelos pretos presos em um r**o de cavalo. Ao perceber que ninguém abriria passagem, virei-me para Taeyhung, que conversava com Namjoon. — Alfa — chamei em um sussurro. Notei seus olhos mudarem de cor por um breve instante, antes de voltarem ao preto. Ele me encarou intensamente e, ao entender a situação, aproximou-se. — Desculpa, me distraí um pouco. Abram caminho — ordenou. Todos se dispersaram, exceto a mulher à minha frente. — Jenny — chamou ele. Só então ela saiu, abrindo passagem. Voltei a andar em direção à porta, agora com Taeyhung ao meu lado, guiando-me. Senti inúmeros olhares sobre mim — alguns de admiração, outros de curiosidade, e alguns de pura inveja. Nada disso me surpreendeu. Já estava acostumado. Também não foi surpresa perceber que a tal mulher não havia gostado de mim. Fazer o quê? Vida que segue. Ao atravessarmos a porta, descemos por uma escada que nos levou a um elevador. Apenas quatro pessoas entraram: eu, Taeyhung, Namjoon e a Ômega Jenny. O restante aguardaria outro. — Ainda não me explicaste quem é esse Ômega — disse Namjoon, apontando para mim. Ele interrompeu o gesto rapidamente após uma encarada de Taeyhung. — Eu até te apresentaria, se soubesse o nome do indivíduo — respondeu Taeyhung, visivelmente aborrecido, olhando para mim. — Mas ele quase não fala nada. Ômega — chamou. Ignorei. — Viu? Ele m*l olha pra mim — disse, fingindo tristeza, como se uma lágrima fosse cair. — E por que está com ele? — perguntou Jenny. — Porque ele é alguém interessante — respondeu Taeyhung. Senti seus olhos em mim de maneira intensa. — Além disso, foi graças a ele que conseguimos sair daquela prisão. Levantei a sobrancelha. Eu não tinha feito nada demais. Foi ele quem derrubou todo mundo, me dando passagem exclusiva. — Espera… quer dizer que ele estava preso na Torre com você? — perguntou Namjoon. Taeyhung assentiu. De repente, senti mãos em meus ombros, obrigando-me a encarar Namjoon. — Você está bem? — perguntou, genuinamente preocupado. Inclinei a cabeça de lado, confuso. Seus sentimentos eram reais. Ele realmente estava preocupado comigo. — Ele está bem — disse Taeyhung, afastando Namjoon, que ainda me olhava apreensivo. — Sério. Foi ele quem bolou todo o plano. — Estou bem — falei, olhando diretamente nos olhos de Namjoon. Só então vi seus ombros relaxarem, aliviado. Mais uma vez, senti-me confuso com aquela reação. Voltei o olhar para Taeyhung, que respirava com dificuldade. Provavelmente por causa do peso do saco. Observei a quarta pessoa no elevador — Jenny não parecia nada feliz com a minha presença. Ela me encarava intensamente, como se quisesse me matar ali mesmo, mas não pudesse. Claramente tinha algum interesse em Taeyhung. Chegando ao térreo, saímos do prédio. Um carro nos aguardava. Taeyhung abriu a porta para mim, e entrei. Fui seguido por Jenny, Namjoon e, por último, Taeyhung, que só entrou após colocar o saco preto no porta-malas. Em seguida, o carro partiu pelas ruas de Seul. Entramos em um condomínio luxuoso, repleto de mansões e hotéis elegantes, em tons pastéis. Paramos em frente a uma mansão. Só pela fachada já dava para perceber o quão grande era. O que essa gente fazia para ter tanto dinheiro? Não vou mentir: fiquei impressionado. Era surreal pensar que alguém que esteve preso na Torre tivesse tudo aquilo — e ainda assim voltasse como se nada tivesse acontecido, sem se preocupar com possíveis consequências. Ao sair do carro, bastou um olhar para o portão para confirmar: a casa era linda. Eu gosto de coisas bonitas, e aquela definitivamente fazia meu gosto. Era difícil até descrever tamanha elegância. Tudo brilhava. — É bonita, não é? — perguntou Taeyhung, próximo ao meu ouvido. Fechei a cara. — Que pena que ela já tem dono. Se não, te daria de presente — completou, suspirando. — O Tae te mata se souber que estás fazendo planos de dar a casa dele pra outra pessoa — disse Namjoon, rindo. — Eu só lamentei, hyung. Não é como se eu fosse capaz de expulsá-lo da própria casa — respondeu Taeyhung, fazendo bico. Alfa fazendo bico. Isso era novo. — Ele vai é te fazer um relatório inteiro explicando por que não se deve tocar na casa dele — Namjoon continuou. Entramos na casa… e fui recebido com um travesseiro na cara. Clima ótimo. Vontade de matar todo mundo. Que pena — eu realmente não queria estragar o chão daquela casa com sangue. Olhei para quem havia atirado o travesseiro e o vi lançar vários outros na direção de Taeyhung, que desviava de alguns, devolvia outros e deixava alguns o atingirem. Foi nesse movimento que percebi algo. O saco preto não estava mais com ele. Onde estava? Antes que Taeyhung desviasse de outro travesseiro, toquei em seu braço, distraindo-o. O objeto atingiu seu rosto. Ele me lançou um olhar chateado, mas sua expressão mudou ao notar a minha. Encostei-me e sussurrei: — Onde está? Ele não entendeu de início. — Onde está?! — insisti, mais ríspido. O silêncio na sala respondeu por ele. — Ah… a tua caça? — perguntou, finalmente compreendendo. — Mandei levarem para minha casa e colocarem em uma cela antes que acordasse. Pode ir vê-la amanhã. Sem mudar a expressão, desviei o olhar. Percebi que todos nos observavam — principalmente Jenny e o Ômega que atirava travesseiros, agora me encarando com curiosidade. — Quem é? — perguntou, apontando descaradamente para mim. — Meu Ômega — respondeu Taeyhung, aproximando-se dele. — Mentira. Você sabe que o Hobi te mata — disse o Ômega, chocado. — Cê não é doido, hyung. Taeyhung sorriu e abriu os braços. O outro correu para abraçá-lo, num momento excessivamente emotivo. Aquilo me deu náuseas. Embora… uma parte de mim sentisse algo parecido com nostalgia. É curioso como, por mais que tentemos fugir desse tipo de sentimento, ele sempre encontra um jeito de nos puxar de volta. — Tá bom, tá bom — disse o Ômega, afastando-se bruscamente. Aproximou-se de mim com energia demais para o meu gosto. — Olá, prazer em conhecê-lo, cunha. Meu nome é Taehyun, tenho vinte anos, mas todos me chamam de Tae. E você? Apresentou-se rapidamente, segurando minhas mãos e me encarando fixamente. — Min Yongui — respondi sem pensar. Seus olhos brilharam de empolgação. Quem é esse cara? {=========================================}
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