Capítulo 43

1414 Palavras
(VOLUME 2) LIVRO LOST PARADISE Sinopse Rebeca foi sequestrada quando pequena e cresceu no meio do lixo, criada à beira da pobreza e escondendo um dom de cura que sempre a tornou diferente. Depois de perder o tio que era sua única referência de amor e proteção, e ter o coração destruído ao se decepcionar profundamente com seu primeiro amor, Rebeca decide abandonar tudo para trás e fugir. Sozinha, sem rumo e carregando cicatrizes que ninguém vê, ela tenta recomeçar do zero, acreditando que finalmente poderá viver uma nova vida. Só que o destino a joga direto nos braços das pessoas mais perigosas que poderia encontrar. Acolhida por Noah e sua noiva Kim, uma herdeira rica e aparentemente perfeita, Rebeca passa a viver cercada de luxo, festas exclusivas, segredos perigosos e homens capazes de destruir qualquer um por amor. Ela mergulha em um mundo sujo onde aprende a se vestir, agir, manipular, seduzir… e sobreviver. Mas quanto mais se envolve naquele clã poderoso, mais sua pureza se perde. Traições, humilhações públicas, desejo, vingança e jogos emocionais transformam a garota insegura em alguém disposto a machucar de volta. Capítulo 1 Continuação do livro "DARK PARADISE". Rebeca se viu sozinha e perdida, nada mais seria como antes e ela sabia disso. Poderia voltar pra casa, para a antiga vida, mais não ia adiantar. Quando ela estava desistindo de tudo, depois de se decepcionar com a verdade até então dita sobre sua história, ela decidiu voltar pra casa. Ao ver o Noah em seu caminho, decidiu pedir ajuda pra ir embora, para um lugar longe, novo, recomeçar. Ao ouvi-la dizendo que já era uma garota morta caso ficasse, ele então aceitou ajudar e falou: — Tenho certeza que vou me arrepender disso! Ele então a levou junto. Estava chovendo muito, um temporal. Ambos ficaram muito molhados. Ao entrar no carro, ela respirou aliviada e falou: — Obrigada. Ele respondeu ríspido, sentindo seu coração acelerado: — Não é por você, é pela minha irmã. Não ache que vou facilitar as coisas pra você, Rebeca. Quer um lugar, um emprego, eu te dou. Mais faz a sua parte, tá bom? — Você não quer vacilar comigo, porque, diferente do seu amigo, eu não tolero traição nem mentiras. Pode falar que não tem medo, você é nova, gosta de arriscar, mas se me deixar na mão, vai ser uma vez só. E eu vou fazer com que você aprenda a não fazer isso. Entendeu? Ela balançou a cabeça que sim. Ele continuou falando: — Me dá seus documentos aí, RG, CPF. Se vai andar comigo, não pode nunca pensar em fugir, sumir sem me avisar. Tenho muitos inimigos e, acredite, qualquer um deles adoraria usar uma menina como você pra me provocar. Por isso estou indo embora! — Aqui não é mais seguro. Ela perguntou se era por isso que a Aisha tinha sumido. Ele respondeu, estacionando em um posto de combustível em uma cidade vizinha: — É, pelo bem dela. Se quiser, pode desistir, ainda dá tempo, mais não posso ficar esperando. Ela falou que não ia desistir. Ele respondeu sério: — Os documentos, me dá então! Ela sorriu irônica e falou que não tinha. Ele respondeu: — Como não tem? Não trouxe? Fugiu sem os documentos? Tá achando graça? Como vamos viajar assim? É melhor você ficar. Eu te ajudo por um tempo, mando dinheiro. Isso não vai dar certo. Ela falou chateada, mexendo na mochila: — Desculpa, eu não tenho documentos, só tenho a certidão de nascimento. Tá aqui, pode ficar. Com espanto e estranheza, ele pegou, olhou e falou, guardando no porta-luvas: — Vou comprar alguma coisa e já volto. Fica aí e não mexe em nada. Aproveita pra se trocar, tá toda molhada, tremendo de frio. Eu m*l consigo pensar direito com você batendo os dentes. Ela estava ardendo em febre. Se trocou sozinha no carro. Ele voltou com um salgadinho e uma garrafa de água, deu pra ela e falou que iriam pra mais longe, que ela podia dormir se quisesse. Ela ficou quieta, tomou um pouco da água junto com remédios para dor e gripe. Ele perguntou o que eram aquelas pílulas. Ela disse: — Calmantes naturais. Eu não consigo mais dormir e, como estava sozinha, achei que fosse melhor me manter alerta. — Não durmo de verdade a dias. Ele falou surpreso: — Quantos dias você ficou por aí? Não tinha mesmo pra onde ir? Nenhum familiar? Ela pensou em dizer a verdade, pelo menos uma parte, mais respirou fundo e falou: — Mais de uma semana, sei lá, perdi as contas. Sempre fomos só nós dois. Minha mãe me abandonou quando eu era muito pequena e eu não quero ela de volta na minha vida. Se é que está viva, sei lá. Não me importo. Ele ficou quieto, ligou o carro. Logo ela pegou no sono. Foi o período mais longo que ela dormiu desde que seu pai foi internado e veio a falecer. Depois de horas de viagem, madrugada adentro, ele parou em um motel. Acordou ela quando o carro já estava na garagem e falou sem rodeios: — Rebeca, acorda. Anda, Rebeca? Não sei por que foi tomar essas porcarias! Ela respondeu sonolenta: — O que foi? Calma! Tô acordada. Ele disse que ia precisar sair. Falou que estavam muito longe de casa e que ela ia ficar sozinha um pouco. Sugeriu que ela tomasse banho e comesse, porque depois seria muita correria, algumas horas de viagem. Mandou ela descer. Ficou sentado no carro só esperando. Antes de entrar no quarto, ela olhou para trás com a certeza de que ia ser abandonada mais uma vez e falou pra ele, apreensiva: — Você vai me deixar? Ele disse que não. Ela respondeu, virando as costas pra ele: — E se fosse, é lógico que não avisaria, né? Ele falou antes de ligar o carro: — Eu não costumo fazer essas coisas. O que tiver que falar, vou logo dizendo na cara. Sei que é difícil, mas você vai precisar confiar em mim, pelo menos um pouco. Tenho uma reunião e não posso ser visto com ninguém. Eu volto. Aproveita pra descansar, você tá segura aqui! Ela ficou quieta e entrou na suíte surpresa. Era a primeira vez em um "hotel" bom. Ela jogou a mochila no chão, deitou na cama e se olhou no espelho do teto. Com estranheza, sentou-se rápido, olhando ao redor. Viu que estava em um motel, na verdade. Se não fosse pelo m*l-estar, ela teria ido olhar o quarto melhor. Tirou os sapatos e deitou de novo. Logo levantou pra tomar remédio. Bebeu um suco que tinha no frigobar, imaginando que era cortesia. Ela decidiu tomar banho, lavou as roupas no chuveiro, estendeu no banheiro e nas cadeiras. De calcinha e sutiã, só sobrou o roupão do quarto pra vestir. Estando doente, tomando antibióticos combinados com remédios para dor por conta própria, se alimentando m*l, a pressão caiu e ela dormiu o dia inteiro. À noite, comeu um pouco, bebeu todo o suco que tinha lá e voltou a dormir, emendando a noite toda. Somente no outro dia ela levantou, com tontura, enjoo, suando frio, tremendo, passando m*l. Ao tomar os remédios com água, vomitou tudo. Estava difícil ficar em pé por causa da fraqueza, a pressão caindo. Ela chegou a dormir no chão do banheiro, por pouco não se afogou no próprio vômito. Acordou com o Noah entrando no quarto e chamando por ela. Ele não foi direto ao banheiro por respeito, nem imaginava o que estava acontecendo. Ela fechou a porta, tomou outro banho com dificuldade, chorando. Ao sair do banheiro, vestida com o roupão e escorada na parede, falou pra ele: — Não me deixe aqui, por favor! Ele se aproximou rápido, segurou ela e perguntou o que estava acontecendo. Ela foi desfalecendo em seus braços, começou a falar coisa com coisa, delirando. Ele a colocou na cama, sentiu a temperatura, ela estava se queimando de febre. Ele ficou assustado sem entender, se arrependeu de ter levado ela junto, mas vendo o estado dela, teve medo por ela. Ele foi tentando conversar pra fazer ela despertar, colocou ela deitada. Muito rápido, ele juntou todas as coisas dela, foi colocando no carro, pegou no porta-malas uma camiseta dele, voltou para o quarto e falou, sentado próximo a ela: — Você precisa de ajuda, vou te levar no hospital. Rebeca, tenta ficar acordada. Vou colocar uma roupa em você, tudo bem? Consegue me ajudar?
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