Capítulo 35

936 Palavras
Ele estava sentindo tudo aquilo também, uma atração intensa, lambeu a boca com malícia, respondeu irônico, com um sorriso que exalava maldade: — Não é pra ter medo, é pra ter respeito! Você não sabe do que sou capaz. Ele se aproximou, quase beijando a boca, beijou o rosto dela, pegou o celular de sua mão. Rebeca colocou a mão no peito dele para afastá-lo. Ele falou, rindo, distanciando-se e olhando para trás dela: — Gostei do seu perfume! Se o cheiro é bom, o gosto deve ser melhor ainda. Não quero um pedaço do bolo. — Quero um pedaço de você. Me liga quando estiver sozinha, de madrugada. Que vou te buscar. — Tô doido pra chupar sua b****a. Beijar seu corpo inteiro. Ela o chamou de i****a, se virou para ver o que ele estava olhando. Viu Neto parado, olhando para os dois sério. Ela foi sair andando, mas Noah a puxou pelo braço, falando do presente dela, com deboche. Rebeca mandou-o ir se fod.er. Quando se soltou e olhou para Neto, ele já estava andando em direção ao carro, deixando-a lá. Ela já sabia o que esperar. Foi atrás e falou que não era o que ele estava pensando. Neto encostou no carro, cruzou os braços e falou, bravo: — Ah, não? Então pode falar, tô ouvindo! Pode começar, me explica o que eu entendi errado, o que acabei de ver. Eu vi, ninguém me falou! Você tá achando que eu sou i****a, Rebeca? Ela falou, quase chorando: — Não aconteceu nada, eu fui até lá pra ligar pra Aisha, só isso. Eu afastei ele assim que chegou perto demais! Eu nunca faria nada pra te machucar. Neto! — Esse cara é um i****a, arrogante. Ele estava encarando Noah, que, por sinal, ficou rindo, olhando na direção deles. Neto falou com um olhar de decepção: — Eu te disse pra ficar longe dele, eu te pedi. Você se faz de boba, sabe que ele tem interesse e fica dando a******a. Começaram a discutir. Rebeca falou que ele mentiu, porque Noah tinha ido procurá-la e ele simplesmente não contou, que a base de qualquer relacionamento era confiança e sinceridade. Ele falou, irônico: — Que relacionamento? Há alguns minutos estava bem claro que, pelo menos comigo, você não tem nada, porque se tivesse não ia estar se esfregando naquele cara, na frente de todo mundo. — Eu tô cansado de lidar com você, tô desde ontem fazendo de tudo, tentando te proporcionar um dia legal, um aniversário especial, gastei muito com você, meu tempo e meu dinheiro. E você não valoriza! — Deixou ele te beijar, na frente de todos. Ela respondeu, interrompendo: — Não fala assim comigo, eu não fiz nada. Eu nem gosto de aniversários, você fez porque quis e sou muito grata. Olha pra mim quando eu estiver falando com você! — Que droga, por que você tá agindo assim? Acha que eu ia lá ficar com ele, na frente dos nossos colegas e com você podendo chegar a qualquer momento? É isso que ele quer, ver a gente brigando! — Ele não me beijou na boca. Ele falou, afastando-se: — O que ele quer não importa, é você que provocou tudo isso. Não sabe se pôr no seu lugar, tá saindo com ele também? Fazendo o joguinho de menina tímida que de tímida não tem nada? É por causa dele que você vem mudando tanto? Rebeca estava chorando. Implorou para irem embora, pediu várias vezes para ele não tratá-la daquele jeito. Ele foi falar com Júlio e a largou para trás. Logo o rapaz das apostas se aproximou, convidando Neto para correr. Ele a olhou de longe, estava com raiva no olhar. Ela já soube o que estava acontecendo. Noah a olhou, sorriu e foi indo para o carro dele. Rebeca ficou desesperada. Neto estava vindo em direção ao carro, passou por ela ignorando-a. Ela entrou na frente, tentando conversar. Perguntou o que ele ia fazer. Ele falou, irônico, afastando-a: — O que você acha? Quem ganhar, fica com você. Ela insistiu, entrando na frente do carro: — Vamos embora, por favor. Não vai fazer nenhuma besteira! — Ele é um i****a. Eu sou sua namorada. Neto? Por favor. Ele disse que não ia, que ela já tinha feito o suficiente. Mandou-a entrar no carro. Foi dirigindo feito um louco sem falar com ela o caminho todo, enquanto Rebeca só chorava. Ela nunca tinha ficado bêbada daquele jeito. Chegando na casa dele, ele guardou o carro e falou que ia levá-la para casa. Ela disse que queria ficar lá com ele. Sem dizer nada, ele foi saindo em direção à casa dela. Quando chegaram na porta, ele a ajudou a abrir. Falou que ia esperar ela estar boa para conversar, mas que não ia mudar de ideia, que queria terminar e não sabia nem se ia continuar com a amizade. Rebeca insistiu, dizendo que não tinha feito nada. Ele gritou com ela: — Para de ficar inventando desculpas, eu vi vocês, eu te pedi, Rebeca, a única coisa que te pedi foi pra ficar longe dele. Deu dois socos na parede, com ódio. Ela sentou no sofá chorando. Ele falou para ela parar, e assumir os erros. Ela respondeu levantando: — Eu não vou ficar insistindo. Quantas vezes vou ter que falar? É de você que eu gosto, eu só me sinto bem com você e mais ninguém. — Eu aguento você me tratando m*l há anos, não se cansa de me machucar? Ficar me atacando, jogando as coisas na minha cara? Uma hora quem não vai mais querer sou eu!
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