Capítulo 36

1745 Palavras
Ele ficou quieto. Ela foi para o quarto, depois para o banheiro. Chorou muito, mas saiu de lá decidida a não insistir. Quando foi para o quarto, Neto estava lá, sentado na cama. Ela pôde notar que ele também tinha chorado. Ele levantou e perguntou se ela estava bem para ficar sozinha. Ela fechou a porta com a chave e falou, aproximando-se dele: — Não, fica comigo! Bem devagar, tentou beijá-lo. Ele virou o rosto e falou que estava muito triste com ela. Perguntou se ela tinha mais alguma coisa para falar. Ela respondeu, olhando-o nos olhos: — Eu não tenho segredos pra você. Não aconteceu nada, eu juro. Ela o beijou sutilmente, pediu para ele ficar. Começaram a se beijar. Ela o levou até a cama, foi apagar a luz e deitou nua, tirou a camiseta que vestia. Ele foi deslizando as mãos pelo corpo dela, arrepiando-a toda. Disse que era melhor ela colocar uma roupa, porque o tio dela podia chegar. Ela falou, beijando a mão dele no escuro: — Você sabe que eles não vão voltar cedo, eu quero aproveitar o resto desse dia. Ele a beijou lentamente, foi percorrendo o pescoço, clavícula, começou sugar os s***s. Ela acariciava o rosto dele, pensando no quanto o amava. Começaram a se beijar ardentemente. Ele ainda não a tocava intimamente. Ela perguntou, levando a mão dele até lá embaixo, no meio de suas pernas: — Você me ama? Não só como amiga. Ele respondeu, tocando-a intimamente, a invadindo com os dedos. — Se eu não amasse, teria desistido da gente antes mesmo de começar. Porque nós dois sabemos que não vai ser fácil levar isso adiante. — Eu vou pra faculdade e com certeza seu tio não vai gostar de saber o que anda acontecendo. Mas não importa, só o que a gente quer é realmente importante! Ela ficou quieta, sentindo-o tocá-la. Voltaram a se beijar. Rapidinho, ela ficou molhada, encharcando os dedos dele. Ele foi tirando as roupas, estava só de cueca, em cima dela. Se afastou deitando no canto, pediu para ela deitar de costas. Ela não entendeu, mas fez. Com um pouco de dificuldade, ele a penetrou e deslizou na lubrificação indo fundo. A apertou forte no quadril, sentindo ela quente e úmida. Começou a estocar lentamente, indo e vindo. Incomodou um pouco no começo, mas logo foi ficando muito bom. Rebeca segurou a mão dele, que estava em seu quadril, puxando-a com força. Ele parou e perguntou se ela queria parar. Ela falou para ele beijá-la e continuar. Os dois estavam agarrados, ele foi saindo de dentro dela, voltou a ficar por cima, estavam lambuzados, ele a beijou ardentemente e começou a estocar com mais intensidade. Os dois sentiram muito mais prazer, do que a primeira vez, ela não chegou a ter um orgasmo. Quando ele chegou nos finalmentes, completamente unido a ela, a prendendo embaixo de si, disse que não devia ter feito aquilo, que se soubesse que ia rolar, teria levado camisinha. Ela falou, sem entender muito bem: — O que foi? Ele deitou ao lado dela, ofegante, deu-lhe um beijo e falou que os dois estavam se descuidando muito. Ela respondeu, levantando: — Não vai acontecer nada! A culpa foi minha, eu que fico insistindo. Ele disse que a culpa era dos dois e que Célio e o tio dela iam matá-lo se ela engravidasse. Rebeca falou que não ia se repetir. Foi para o banheiro tomar outro banho. Dormiram juntos, abraçados, dizendo que se amavam, ela pediu desculpas por ter estragado tudo. Já cedo, m*l tinham acordado, ele a fez prometer que não ia mais nem falar com Noah. Ela prometeu na mesma hora, mesmo acreditando que ainda iriam se falar, pensar no Noah e ter raiva dele, era algo que ela não tinha controle. Fizeram as pazes. Foram para a casa de Neto. Ele perguntou o que ela achava de chamar alguns amigos, Felipe e Tassiane. Ela falou que seria legal. Júlio chamou mais gente. Era de manhã ainda. Ela arrumou a casa enquanto os dois estavam jogando videogame. O pessoal começou a chegar. Tassiane ligou para perguntar o que precisava levar, disse que ia levar biquíni. Estava ficando calor. Rebeca foi para casa trocar de roupa, falando no celular do Neto com Tassiane. Ele estava na piscina, nem a viu saindo. As duas combinaram tudo. Rebeca estava escolhendo uma roupa quando chegou uma mensagem do Júlio, falando de bebidas. Por curiosidade, viu, mas abriu a conversa sem querer. Ele tinha saído para ir ao mercado. Acima, a última mensagem dele, enviada cedo, estava falando sobre ela, que não devia ter nada a ver e que era para Neto usar camisinha. Até aí, “normal”. De teimosa, ela foi subindo. Júlio tinha mandado mensagem preocupado de madrugada, querendo saber se eles tinham se entendido. Neto respondeu cedo, dizendo que tinham transado, que foi muito estranho porque ela não reclamou de dor, deixou ele fazer o que quis com ela. Perguntou ao Júlio se talvez ela não pudesse ter ficado com outra pessoa, porque estava muito diferente, mais safada. E ele estava sentindo, que ela tinha ficado com Noah, mais de uma vez e que talvez tinha transado com ele também. Não acreditando naquilo, Rebeca subiu para ler mais conversas. Viu que, na manhã anterior, quando perdeu a virgindade de fato, Neto contou tudo o que fizeram para Júlio com riqueza de detalhes. Disse que não curtiu muito porque parecia r**m para ela, que nem se mexia ou falava algo. Contou que sangrou e disse que nem aproveitou por medo de machucá-la. Júlio estava falando como Neto deveria fazer as coisas. Disse que para mulher era difícil perder, mas que depois ela ia querer dar todo dia. Rebeca leu tudo várias vezes. Ficou se sentindo péssima. Começou a chorar em pânico. Sentou no chão do quarto querendo sumir, se sentindo usada, traída, inferiorizada, injustiçada. Quebrou tudo o que deu no quarto. Tassiane abriu a porta assustada e a viu quebrando as coisas. Rebeca começou a sentir falta de ar, ter uma crise de pânico. Tassiane falou, olhando apavorada: — Rebeca, o que aconteceu? Fica calma! — Para, você vai se machucar. Rebeca se apoiou na cômoda, chorando, passando m*l, tentando rasgar a roupa de Neto para tirar. Tassiane se aproximou, abraçou-a por trás muito forte, travando seus braços. Rebeca falou transtornada: — Tira isso de mim! Eu não quero mais nada dele. Rapidamente, Tassiane tirou a blusa, voltou a abraçá-la, quase chorando junto, pedindo para ela ficar calma. Ficaram mais de vinte minutos abraçadas, até Rebeca conseguir se acalmar um pouco. Ela não conseguia parar de chorar. Felipe estava ligando e Tassiane não atendeu. Ele foi até lá. Entrou de mansinho. Quando chegou na porta, falou assustado: — O que aconteceu? Vocês estão bem? Rebeca estava de sutiã. Tassiane falou para ele: — Quando eu cheguei, ela estava quebrando as coisas e não me disse nada ainda. Pega água pra ela! Ele correu para pegar, aproximou-se todo preocupado. Tassiane perguntou o que “ele” tinha feito. Rebeca olhou para Felipe com os olhos marejados, as mãos trêmulas. Ele falou com pena dela: — Foi o Neto, né? O que aconteceu? Pode confiar na gente! Tassiane falou preocupada: — Ele te machucou? Rebeca balançou a cabeça que não. Sentou na cama, tremendo muito e com a mão cortada, sangrando. Tassiane pegou uma camiseta e a ajudou a vestir. Felipe ficou olhando sério e falou para ela: — Vou falar com ele! Tassiane ficou quieta, como quem concordasse. Rebeca pediu para ele não ir. Felipe sentou ao lado dela e pediu para ela falar o que tinha acontecido então. Tassiane já imaginava mais ou menos. Antes de Rebeca falar qualquer coisa, Neto chegou. Assustou-se com o que viu. Ela olhou para ele com muita raiva, naquele momento, soube que a amizade dos dois nunca mais seria a mesma. Ele nem chegou muito perto, ficou apreensivo. Perguntou o que tinha acontecido. Rebeca falou: — Eu vi suas conversas, como você teve coragem? De me expor daquela forma? Eu confiei em você! Ele disse, confuso: — Você mexeu no meu celular? Eu só estava conversando, meu primo não vai falar nada pra ninguém. Não precisa ficar assim, vamos conversar só nós dois! Rebeca levantou e jogou o celular em cima dele hostil. Falou, indignada: — Não é pra tanto, né? Tô exagerando, sei lá, vai ver eu estava só fazendo um teste com você. É justamente esse o problema, não dói em você, por isso acha que não é nada demais expor tudo o que fizemos pra outra pessoa. — E ainda falar, que eu devo ter ficado com outro. — Disse gritando. Ele tentou se aproximar, pegar nela. Felipe entrou na frente e o empurrou. Rebeca continuou falando alterada: — Eu confiei em você, me entreguei porque te amava. Como você pode pensar que eu fiquei com alguém? Você me conhece desde sempre, eu pareço o tipo que faz essas coisas? — Por você eu pularia da ponte sem nem pensar duas vezes antes, por você, Neto! Eu fiz tudo porque era com você! Ele começou a se desculpar, dizendo que só foi conversar porque não sabia o que fazer. Começou a chorar. Tiveram uma discussão calorosa. Rebeca arrebentou a pulseira que ele lhe deu de aniversário e jogou no rosto dele. Quando ele viu que ela não ia abaixar a guarda, começou a atacá-la. Gritou alto e em bom som que ela quis t*****r, que não sossegou enquanto não o fez ficar com ela. Perguntou pra que ela queria tanto, se era para engravidar e sair daquela casa, da vida miserável. Se prender a ele, pra não ficar sozinha. Jogou na cara dela que a amizade dos dois sempre existiu por interesse dos dois lados, porque ele tinha dinheiro, coisas legais e nenhum amigo, enquanto ela era uma boba, uma amiga que sempre aceitava tudo, beneficiando-se de tudo o que ele tinha. Disse que ela foi muito fácil e oferecida para estar daquele jeito por causa das conversas e que a culpa era dela mesma, que com certeza estava saindo com Noah. Felipe entrou no meio e bateu nele. Neto caiu sentado. Rebeca falou, chorando: — Nem o Noah seria tão baixo como você está sendo, não fala mais comigo, nunca mais. E se você contar qualquer coisa pra alguém, eu te denuncio falando que você abusou de mim e corto meus pulsos em seguida.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR