Maitê O silêncio que se seguiu à minha pergunta foi tão pesado que o som das últimas gotas batendo no ralo parecia um trovão. Rael me encarou, os olhos cerrados, estudando meu rosto como se estivesse diante de um enigma que ele não sabia se queria resolver. Um sorriso de lado, perigoso e carregado de uma malícia que me fez estremecer, surgiu em seus lábios. Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, segurou minha cintura com força e me virou de costas para ele, pressionando meu corpo contra os azulejos gelados do banheiro enquanto seu calor me prensava por trás. — Você faz pergunta demais, forasteira — ele sussurrou no meu ouvido, a voz rouca, vibrando contra a minha pele. — Tem coisas que não se explicam com a língua. Se explicam assim. Senti suas mãos grandes descerem pelas minhas

