Rael O sol já tinha dado as caras no morro, mas o ar ainda estava fresco quando saímos de casa. Maitê estava quieta, com aquele olhar de quem ainda estava processando cada minuto da noite. Eu fiz questão de levá-la até a porta do barraco dela. Não era só proteção, era um aviso silencioso para quem estivesse olhando: ela tem dono, e o dono sou eu. Foda-se. Eu comado esse lugar. As pessoas não tem nada a ver com a minha vida, mas todos sabem que ninguém mexe no que é meu. Então é melhor deixar algumas coisas as claras antes que algum engraçadinho tente a sorte. Maitê é minha. E não preciso de títulos ou apresentações para que o pessoal dessa favela saiba disso. É claro que eu sei com o que estou lidando. Ninguém fora daqui precisa saber sobre, Maitê. Afinal, é sempre bom manter os olho

