Maitê. O expediente no mercadinho terminou com um peso no ar que eu não conseguia ignorar. O Seu Juca fechou as portas, não antes de me pedir para tocar "cuidado" ao andar por essas vielas. Seu olhar me dizia que já tinha entendido tudo e apesar de não me julgar, ele sabia que eu teria problemas. Comecei a caminhar apressada em direção a minha pequena casa. Eu só queria um banho e o silêncio do meu quarto, mas a rua lateral, aquela que cortava caminho por trás do depósito, estava deserta demais. Talvez eu devesse ter pego outro caminho, mas ignorei o sinal de alerta que se ascendeu na minha cabeça. Foi quando elas saíram das sombras. A morena do mercadinho e uma loira de cara fechada, as duas com os braços cruzados, trancando a passagem do beco. — Achou que ia embora sem a gente term

