Capítulo 49 GUIDO NARRANDO O baile ainda cheira a sangue. O som desligou. As luzes continuam piscando como se nada tivesse acontecido. Mas o chão está vermelho. E eu estou ajoelhado. Com ela nos meus braços. Jane nunca foi leve. Mas agora ela pesa diferente. Peso morto. Peso irreversível. Eu seguro o rosto dela. — Fica comigo… — Fica comigo, CARALHÖ… Mas os olhos dela já não focam mais. Estão abertos. Parados. Confusos. Eu encosto minha testa na dela. O sangue ainda está quente. Escorrendo. Molhando minha camisa. Eu sinto o gosto metálico no ar. E o silêncio ao redor parece zombar de mim. — Chama o médico! — alguém grita. Eu não ouço direito. Eu só ouço meu próprio coração batendo como um tambor descompassado. Eu não devia ter deixado. Eu devia ter tirado ela d

