Eu fui até Savio, eu queria entender se isso era verdade. Se não tinha nada o que ser feito para me desvincular dessa ser arrogante.
— Ele passou aqui e me olhou com uma cara.
— Savio, você leu o acordo pré nupcial todo?
— Sim. E já até sei o que ele te disse sobre a cláusula de separação.
— Isso é verdade? Não posso me separar mesmo?
— Poder, pode, você perderia todo seu dinheiro e outra esse processo pode levar anos. Droga falo balançando a cabeça.
— Você não pode entrar com o processo de anulação? Meu casamento não foi consumado. Isso por lei eu poderia pedir a anulação em três meses de casamento.
— Não. Porque o documento diz que...
— Eu sei que foi colocado lá cinco anos, Savio, mas isso não deve valer em cima da lei.
— Pois vale. É um documento firmado em cartório, Sophie. Eu posso entrar com o pedido. Como disse vai demorar anos.
— Droga. Eu sou obrigada a ir com ele? Sou obrigada a viver com ele? Indago exaltada.
— Ele pode alegar...
— Ele já me disse isso. Eu fui muito burra. Eu deveria ter alegado isso primeiro, mas não. Eu não pensei que ele pudesse voltar e cobrar não sei o que.
— Olha, fique calma. Eu vou ver uma brecha para poder entrar com o divórcio. Vamos conseguir.
— Boa sorte, Dr. O i****a aparece na sala. Estou te esperando no carro. Não demora, porque não estou com tempo. Isso só podia ser brincadeira.
— Olhe isso urgente. Eu não quero continuar casada com esse ser. Pego minha bolsa e saio com Savio. Muito obrigada por hoje. Me mantenha informada. Savio vai para seu carro e eu entro no carro que tem um dos seguranças dirigindo. O i*****l está atrás olhando pra fora.
— Podemos ir, Rayn. Ele diz e eu suspiro. Espero que isso não dure muito. Espero que Savio consiga.
Não demorou para chegarmos a Airlie Beach. Um bairro praiano da Austrália . O portão de ferro foi aberto. O jardim enorme é de tirar o fôlego. Muito linda. Assim que eu avistei a casa. Achei linda por fora.
Rayn parou o carro e assim eu já iria sair, mas parei quando ouvir a voz de Alex.
— Essa é a nossa casa. A partir de hoje vamos morar aqui. Pode entrar, eu preciso resolver algumas coisas.
— Você me trouxe para cá para eu ficar sozinha?
— Eu sei que temos que conversar, mas não agora.
— Pois eu não vou ficar aqui olhando para as paredes para você ficar onde não sei. Eu não pedir para vim para cá. Falo firme. Ele suspira forte.
— Já disse, vamos conversar, mas agora eu não posso.
— E para que você me trouxe para cá? Para fazer companhia a sua mãe? Eu não ficarei. Hoje é sábado, eu tenho amigos, tenho uma vida, então, eu volto amanhã. Eu saio do carro e bato a porta com força. Bastardo, i****a. Ele sai do carro.
— Seu carro vai chegar mais tarde, então você terá que ficar aqui. Viro para ele com raiva. Eu tenho que ir. Ele entra no carro sem eu responder nada. Que ódio que eu estou dele.
Entro na casa que toda clara. É toda iluminada pelo sol, e com móveis claros. Pelo menos ele me trouxe para uma casa bem arejada, bem bonita.
— Ainda bem que não falamos adeus. Nana aparece sorrindo.
— Como você está, Nana? Indago deixando minha bolsa e correndo para abraça—la.
— Sentindo sua falta. Achei que você não viria.
— Não foi minha vontade.
— Eu sinto muito.
— Eu só queria entender porque ele resolveu aparecer agora. Falo me sentando.
— A mãe dele ligou para ele, já soltando a bomba que você tinha ido embora e também deixado a carta de divórcio. Parece que ele disse que não poderia ir naquele momento, pois ele já estava cheio de problemas.
— Que tipo de problemas? Você sabe?
— Não, Sophie. Eu só sei que os dois discutiram muito quando ele chegou lá. Eu não ouvi sobre o que. Mas eles se trancaram por horas no escritório e discutiram muito. Suspiro.
— Cadê ela? Peço ainda sentada.
— Está lá em cima no quarto dela.
— Aí ele está cheio de problemas, e eu sou obrigada a ficar aqui com ela. Afirmo.
— Eu sinto muito, querida. Mas venha. Essa casa é linda. A praia fica logo ali embaixo e é toda sua. Nana diz me puxando. Vou para fora e fico encantada com o lugar. Com a vista.
— É lindo, Nana!
— Eu disse. Venha, deixa eu te mostra sua casa. Seu quarto que tem uma vista maravilhoso também. Vou com ela e toda sua empolgação.
Ela me mostra a casa toda, e tudo é deslumbrante. Não que a casa onde morava com meus pais, e até mesmo a casa que ele comprou para eu morar na Áustria não seja, mas aqui eu estava deslumbrada pela paisagem, pela praia.
— Suas coisas já estão todas no closet. Nana diz atrás de mim.
— Obrigada, Nana! Já que eu não tenho nada que fazer, vou colocar um biquíni e ir para praia.
— Vai mesmo. Assim que o almoço tiver pronto eu te falo.
— Ok. Ela sai e eu vou para o closet. Tudo está realmente arrumado. Pego um biquíni e me visto com um canga. Meu celular toca, vejo que é Brian. Oi...
— Oi, você está bem?
— Levando.
— O que foi? Porque você não vem até a Marina? Tenho uma surpresa para você.
— Surpresa para mim? Questiono em dúvida.
— Sim, mas você terá que vim aqui.
— Desculpe Brian, não vai dar.
— Me perdoa, você deve está ocupada e eu te ligando.
— Não. Eu não estou ocupada. Olha, podemos nos ver amanhã e você me mostra o que você tem.
— Você chega hoje a noite? Ele indaga esperançoso.
— Não Brian. Eu agora vim morar em Alki Beach.
— Sério? Seu marido?
— Sim. Eu não tive muito para onde correr. Mas eu não ficarei por muito tempo aqui. Meu advogado vai encontrar uma brecha para realizar esse divórcio.
— Mas porque você não entra com o litigioso?
— Não é tão fácil. Meus pais e os dele colocaram cláusulas no nosso contrato para que o divórcio não seja concretizado.
— Eu sei que é uma pergunta i****a que vou fazer, mas eu preciso fazer.
— Faça.
— Você o ama?
— Você tem razão em dizer que é uma pergunta i****a, porque a gente não ama quem não conhecemos. Eu já disse que ele é só meu marido no papel.
— Desculpe, eu não queria te magoa.
— Não magoou. Eu não quero falar disso. Eu pretendo resolver esse assunto mais rápido possível.
— Torço para que você consiga. Mas então, nos vemos amanhã?
— Pode ser. Só não vou hoje porque meu carro ainda não chegou aqui.
— Tudo bem. Te espero amanhã.
— Até amanhã então. Desligo. Vou saindo do quarto com o meu celular na mão. Dou de cara com Eloisa.
— Até que enfim você resolveu voltar. Ela diz brava.
— Não Eloisa, eu estou aqui obrigada. Se não fosse esse contrato de merda que vocês e meus pais fizeram, eu não estaria aqui. Digo revoltada. Fui descendo.
— Mas você não pode fazer nada.
— Vamos ver. Meu advogado está procurando uma maneira de me livrar desse casamento. Nem que para isso eu tenha que ficar na ruína. Eu não me importo. Eu posso trabalhar, então não quero continuar vivendo assim.
— Onde você vai? Suspiro cansada já dela. Olho para mesma.
— Eloisa, esse lugar é maravilhoso. Coloque uma roupa de ginástica, vai caminhar. Vá ao centro, vai olhar vitrines, vá ao cinema sozinha. Vá a noite ao clube, procure fazer amizades, porque eu não estou afim de aguentar você em cima de mim o tempo todo. Se Alex, que é seu filho não está aqui para aguentar a senhora, não sou eu que vou fazê-lo. Saio de perto dela. Não quero escutar mais nada. Eloisa é insuportável. Eu não gosto dela.
Desço para praia. Me sento na areia e fico pensando o que vou fazer da minha vida. Eu tenho que travar uma briga com meu tio para poder assumir minha posição na empresa. Tenho que ver um modo de sair dessa situação que me encontro.
Eu fico pensando se meus pais estivessem vivos, como seria minha vida. Eles não se importariam comigo, como antes? Será que esse casamento teria sido feito? Muitas perguntas, para nenhuma resposta. A única resposta que eu tenho é que meu tio não estaria no comando da empresa.
Levanto, tiro minha canga e vou para o mar. Fico me deliciando nessa água.
Passei a manhã toda na praia e depois voltei para dentro de casa. Eloisa estava na sala olhando uma revista. Passei direto, subindo para meu quarto. Tomei um banho e me vestir para almoçar. Antes de descer, fui até a sacada do meu quarto. Fiquei olhando a vista maravilhosa. Eu quero uma mesinha aqui. Quero sentar e ficar aqui olhando esse lugar maravilhoso.
Desci e Eloisa já estava sentada a mesa.
— Já iria te chamar. Sophie. Nana diz e eu sorrio para ela.
— Nana, pede alguém para arrumar duas mesas com cadeiras. Uma para meu quarto e outra para coloca lá embaixo na praia. Nana sorrir amável.
— Vou providenciar. Mais alguma coisa?
— Não. Só isso. Muito obrigada!!
— Com licença. Nana sai e eu olho para minha sogra. Acredito que eu preciso de algumas respostas.
— Eloisa, onde está seu filho? Eu não sei nada dele. No que ele trabalha? Porque ele estava nervoso hoje mais cedo.
— Eu não sei do que você está falando.
— Claro. Escuta, eu estou a dois anos no escuro. Me casei com seu filho sem saber nada dele. Eu quero saber o motivo dele não está aqui agora .
— Eu não sei.
— Claro que sabe, Eloisa. Para de mentir para mim. Você não me deve lealdade. Mesmo porque não sou nada sua, mas um pouco de
empatia e bom senso seria bom da sua parte. Seu filho não quer o divórcio.
— Ele sabe que não pode haver divórcio.
— Mas não faz sentido nós dois nos mantermos assim. Com certeza ele tem uma vida, e eu também. Podemos resolver isso da melhor forma para ambos.
— Que forma? A forma de perder todo os bens deixados pelo meu marido? Não. Você não vai fazer isso. Franzo a testa.
— Você quer dizer que não aceita perder os valores deixando pelo seu marido? Indago para ver se eu entendi.
— Sim. Assim como eu não posso me casar de novo porque perderia a pensão dada pelo meu finado marido. Alex não pode nos deixar falido.
— Dinheiro aqui é o que importa. Afirmo.
— Você quer perder os bens dos seus pais?
— Não me importo com isso, Eloisa. Eu posso trabalhar. Ela dar um sorrisinho.
— Mas graças a mim, você não vai precisar disso. Elevo minha sobrancelha.
— Eu prefiro viver ganhando um centavo a cada dia, do que viver dessa maneira que eu vivo.
— Tolice. Eu nunca deixaria meu filho acabar com o patrimônio da nossa família.
— Porque vocês e meus pais fizeram esse acordo? Não entra na minha cabeça.
— Isso não importa. O importante aqui é que vocês dois nunca vão se separar.
— Pois eu espero que meu advogado consiga uma brecha nesse acordo. Não pretendo continuar aqui, esperando seu filho aparecer. Me levanto.
— Você não comeu. Ela fala e eu não respondo. Até perdi a fome. Quero só ver quanto tempo vou aguentar isso.
O dia passou e meu marido não apareceu para nada. Fui dormir mais revoltada ainda.
De madrugada eu estava acordada depois de um pesadelo. Custei a voltar a dormir.
Eu acordei quase onze da manhã. Tomei um banho e desci. Tomei café da manhã e questionei a Nana se meu carro já havia chegado. Ela me disse que sim. Também questionei se o patrão dela estava em casa. Sua cara de decepção já respondia tudo. Ele não fez questão de voltar para casa. E eu é que tenho que ficar aqui? Não vai rolar.
Digo a Nana que vou passar o dia fora.
Pego meu carro e vou sentido a Marina de Áustria. Mandei uma mensagem para Brian, ele me respondeu me dizendo que estava na Marina me esperando.
Duas horas depois eu já estava lá. Ele estava em um dos barcos estacionado no cais. Ele me viu e já acenou para mim. Fico esperando ele descer.
— Oi... Como você está? Ele pede me dando dois beijos no rosto.
— Vou bem e você?
— Estou melhor agora.
— Que bom! Então, qual é a surpresa? Pedi.
— Vem. Ele me puxa para um lado da Marina. Vejo a empolgação dele. Olha. Nós aproximamos de um barco bem bonito. Eu tomo conta desse barco, e ontem eu pedi ao dono para dar uma volta com você.
— Não precisava disso.
— Não. Eu quero poder fazer algo diferente com você. Podemos fazer um piquenique. Tire seus sapatos. Ele pede e eu tiro minhas sandálias. Ele sobe no barco e depois me dar a mão para me ajudar. Eu trouxe frutas, sucos e queijos.
— Vejo que você preparou tudo. Falo sorrindo.
— Você tem que voltar? Balanço a cabeça em negação.
— Só quero ir para casa a noite.
— Ótimo. Vamos passar o dia então em alto mar. Tudo bem para você?
— Para mim está perfeito. Ele sorrir amplamente. Adentramos mais o barco e eu me sentei esperando ele colocar o barco em andamento.
Fomos para o meio do nada no mar. A calmaria, o sol, tudo estava muito bom. Eu estava sentada na proa do barco.
— Está com fome? Ele indaga se sentando perto de mim.
— Não.
— Trouxe um suco. Aqui. Ele me passa um copo de suco.
— Obrigada! Mas me diz, você não trabalha hoje?
— Teria, mas como minha folga seria ontem, eu troquei para ficar hoje com você. Olho para ele.
— Brian, só somos amigos né? Esse sentimento ainda está em você?
— Porque?
— Porque eu sou casada.
— Um casamento que você não quer.
— Mas não farei e nem me envolverei com ninguém antes de concluir esse divórcio.
— Porque? Você mesmo já disse que não o ama, não quer nada com ele. Que seu casamento é um contrato.
— Sim. Mas eu não me sentiria bem. Essa não sou eu. Então, se você quiser uma amiga ainda, estarei aqui, mas não corresponderei nada além disso. Sou bem sincera. E ele fica me olhando.
— Eu posso esperar até esse divórcio?
— Não sei. Brian, é complicado. Meu acordo de casamento foi muito bem feito, e como o advogado disse, pode demorar anos, eu não sei se vou aguentar muito tempo disso, mas não quero que você se prenda ao meu divórcio.
— Eu não vou desistir de você. Você é especial para mim, Sophie. Sei que está sendo difícil para você agora, porém eu estarei aqui para o que você precisar.
— Obrigada! Falo sem graça. Talvez eu pudesse me dar um chance de namorar alguém, conhecer realmente o amor. Porém casada, isso se torna impossível.