Acordei com o som suave de passos no quarto. Salvatore estava de costas para mim, mexendo no celular, já vestido com uma camisa preta impecável e calça social. A luz da manhã entrava pelas cortinas abertas, dourando o quarto. — Bom dia, principessa — disse sem se virar, como se soubesse exatamente quando eu abriria os olhos. — Bom dia... — esfreguei o rosto. — Você já acordou há muito tempo, né? — Há horas. — Guardou o celular no bolso e se aproximou. — E tive uma ideia. Ergui uma sobrancelha, desconfiada. — Isso normalmente é perigoso. — Você não vai passar o resto da vida de roupão ou usando minhas camisas. Hoje, vamos às boutiques. — Salvatore sorriu. — Boutiques? — pisquei, tentando processar. — Você quer dizer... lojas? — Lojas caras, Bianca. Daquelas que você olha a vitrine

