O silêncio na mansão era quase absoluto. Só se ouvia, ao longe, o som abafado de vozes masculinas vindas de algum ponto do andar de baixo, provavelmente Salvatore com os irmãos. Eu tinha acabado de terminar meu banho e, mesmo sabendo que ele tinha dito para descansar, a curiosidade foi mais forte. Olhei para a porta fechada. Ele não tinha trancado. Talvez porque confiasse que eu não sairia, talvez porque quisesse que eu me sentisse à vontade. Ou porque, no fundo, ele sabia que eu era curiosa demais para ficar parada. Dei alguns passos pelo quarto, descalça, sentindo o tapete macio sob os pés. Era um espaço grande, muito maior que o meu quarto na casa do meu pai, mas não tinha exageros. As paredes eram pintadas num tom sóbrio, a cama imponente, uma poltrona junto à janela, e um armário de

