90. Bianca

1017 Palavras

Acordei com o som da natureza entrando pela janela entreaberta, vento nos pinheiros, passarinhos escondidos nos galhos, o farfalhar das folhas como uma canção sem pressa. O sol ainda estava baixo, tingindo o teto de madeira da cabana com tons dourados. O braço de Salvatore envolvia minha cintura, quente, firme, pesado como promessa cumprida. A respiração dele era profunda, estável. Estávamos colados, do jeito que dormimos. Pela primeira vez em dias, meu corpo não acordou com sobressaltos, nem minha mente com alarmes. Naquele quarto esquecido pelo mundo, não existia guerra. Nem reunião. Nem alianças calculadas. Existia só a gente. Demorei para sair dos lençóis. Me mexi devagar para não acordá-lo, mas ele murmurou algo rouco e me puxou de volta. — Fica mais — sussurrou, a voz ainda carre

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