O sono me pegou de jeito depois do banho. Eu nem percebi quando deitei na cama, só senti o tecido macio do lençol contra a pele e o peso leve do roupão por cima. Estava solto, amarrado sem muito cuidado, deixando o ar fresco roçar minha barriga e minhas pernas nuas. O quarto estava silencioso, só o som distante da chuva fina batendo contra as janelas. A porta se abriu devagar, quase sem ruído, e um cheiro conhecido invadiu o ambiente antes mesmo de eu abrir os olhos. Salvatore. Seus passos eram pesados o bastante para denunciar a presença, mas controlados como sempre, o de um predador que não precisa fazer barulho para dominar o território. Eu senti a cama afundar sob seu peso antes de sentir sua mão. Quente, firme, abrindo meu roupão lentamente, afastando o tecido como se fosse dele po

