A água morna escorria dos meus ombros quando ele entrou no box. Não falou nada, só empurrou a porta de vidro, tirou a toalha da cintura e deixou que o vapor engolisse seu corpo. Eu estava de costas, os olhos fechados, tentando desacelerar a pulsação que ainda vibrava entre as minhas pernas depois do que acabamos de fazer na beira da piscina. Mas a presença dele me alcançou como um campo magnético. Ele se posicionou atrás de mim e passou os dedos molhados pelos meus cabelos, empurrando-os pro lado com cuidado. O toque foi lento, firme. Como se em vez de lavar, ele estivesse me estudando de novo. — Você vai sempre chegar tão silencioso assim? — perguntei, sentindo os dedos dele descerem pela minha nuca até a espinha. — Quando a visão for você nua, sempre. Soltei uma risada baixa, mas nã

