A mansão estava em silêncio quando voltei. Não o tipo de silêncio inquieto que precede uma tragédia, era o silêncio raro de quando tudo está onde deveria estar. O jardim limpo. A entrada protegida. Os seguranças em seus pontos. A equipe discreta, invisível. Subi os degraus com os ombros ainda pesados da tortura. O sangue nas luvas já tinha secado quando as joguei no porta-malas. Ainda sentia o eco dos gritos dele na cabeça. Não me arrependia. Eu só estava... cheio. O caminho até os fundos da casa era ensolarado demais pro meu humor. Mas foi lá que a vi. Bianca. Na piscina. Deitada de lado na espreguiçadeira, com um biquíni branco mínimo que não escondia p***a nenhuma. A pele dourada. Os cabelos presos de qualquer jeito. Um livro abandonado no colo. E dois dos meus seguranças posicion

