Capítulo dez, por Valentina Hale.

1074 Palavras
Os lábios macios de Alex encontram os meus, em um beijo macio, calmo e ao mesmo tempo, mostrando o desejo que ambos sentimos. Delicadamente, morde meus lábios e sorri, afastando-se de mim poucos centímetros, apenas para me observar. Aproveito para fazer o mesmo, guardando em minha memória cada detalhe seu. Os lábios avermelhados, as íris esverdeadas, com as pupilas dilatadas. O rosto em um leve tom avermelhado, sua mandíbula marcada pela barba por fazer. Os fios negros bagunçados, algumas mechas caindo pela sua testa. Com cuidado, faz com que me deite. Fica por cima de mim, fazendo uma leve carícia no meu rosto. Esse Alex ainda é novo para mim, nunca o vi assim. Em um misto de fúria, preocupação e no fundo, desejo. — Isso não é um erro? — questiono, insegura. — Por quê? — Você é um detetive, responsável pelo meu caso. — dou de ombros. — Não há algo que impeça nosso contato... — aponto para nós, abraçados. — Hm? — Não. — responde, apenas. Se ergue e vai até o interruptor, deixando o quarto iluminado apenas pela luz do luar, que entra pela janela. Observo atentamente seu corpo, os músculos definidos, a tatuagem discreta no peito direito. Há outras, espalhadas pelos braços. Alex livra-se da camisa que veste, jogando em um canto qualquer do quarto. Ansiosa e nervosa, observo seus movimentos. Ele sorri e logo se aproxima, deitando sobre mim outra vez e deixando um selinho em meus lábios. — Você é tão linda. — diz, com os lábios quase unidos aos meus. — Como é possível? Delicadamente, tira cada uma das minhas peças. Me observa o tempo inteiro, atentamente, como se quisesse memorizar cada traço, cada detalhe. Sinto-me envergonhada e tento esconder meu corpo com as mãos, mas ele me impede. Meu rosto queima pela vergonha, ele ri. — Não precisa sentir vergonha. Já disse, você é linda. — me beija outra vez. É impossível não ficar envergonhada enquanto estou nua em frente à ele. Tento mais uma vez cobrir-me, mas ele impede. — Nem pense nisso. — resmunga. Afasta-se e rapidamente, começa a retirar suas roupas. Mesmo com a iluminação fraca, posso vê-lo. A cada peça que tira, posso ver melhor seu corpo. Quando se aproxima outra vez, tento afastar-me. Ele ri, impedindo que eu vá. O nervosismo domina cada parte do meu ser, em um misto de ansiedade, desejo e incerteza. As chances de me arrepender dessa noite são imensas. Porém meu raciocínio e meu bom senso não estão funcionando bem neste momento. Seus lábios vão até meu pescoço, descendo aos meus s***s em seguida. Sua língua quente percorre o contorno deles e, arranhando sua pele, suspiro baixo. Não consigo explicar o que sinto nesse momento. Estou com meu corpo em chamas, ansiando seus toques. Seus olhos verdes, com as pupilas dilatas, exibem um brilho. Ele me observa, atento aos meus gemidos e expressões de prazer, enquanto me toca. Alex une nossos lábios mais uma vez, em um beijo lento, sensual e que me faz desejá-lo mais, se é que é possível. — O que você quer, Valentina? — questiona, com um sorriso bobo nos lábios. Me provocando. Eu poderia discutir, ou simplesmente me recusar a dizer. Mas o quero. Eu o quero muito, mais do que posso admitir. — Eu quero você. Ele me beija outra vez. E com calma, me penetra. Ele investe em mim, ora rápido, ora lento. Me levando ao ápice. Ali, apenas nossos gemidos e o barulho dos nossos corpos, é ouvido. Quando me aproximo do meu prazer, cravo minhas unhas nos músculos dos seus braços. Chamo pelo seu nome, chegando ao ápice. Meu corpo treme, dominado pelo prazer. Ele vem logo em seguida, chamando pelo meu nome, investido em mim até aquela sensação incrível passar. Sorrindo, assim como eu, une nossos lábios. Em um beijo calmo, terno. Me puxa para perto do seu corpo, acariciando meus fios loiros, espalhados pelo seu peito nu. Em um silêncio confortável, apenas aproveitando a companhia um do outro. Com o indicador, contorno as tatuagens do seu peito. Uma parte de mim amou. Cada detalhe dessa noite, cada vez em que ele me beijou, me amou. Mas a outra está insegura, com um certo receio. Como será daqui para frente? Ele irá me ignorar completamente, como nos meus primeiros dias aqui? Porém não devo me preocupar, ao menos não agora. Apenas me acomodo melhor no seu peito, aproveitando suas carícias. Sinto o sono me invadir, mas o toque irritante do seu celular nos atrapalha. Me afasta com cuidado e pega o aparelho, afastando-se para atender. — Oi. — diz ao atender. Deitada na cama, apenas observo suas expressões. Seu rosto, antes tranquilo, agora exibe uma feição preocupada, assustada. Ele fica pálido, percebo que está tenso. Questiono, em pensamentos, o que a pessoa que está do outro lado da linha diz para ele, para deixá-lo tão afetado. — Obrigado. — responde, antes de desligar. Respira fundo e se aproxima de mim. Não fala nada, apenas deposita seu celular na mesa de cabeceira e deita ao meu lado outra vez, me puxando para si. — Está tudo bem? — questiono, observando suas íris esverdeadas. Algo está errado. Posso sentir, posso ver. Suas íris transmitem uma confusão de sentimentos, medo, angústia, confusão. Ele não está bem, e sinto o desejo de ajudá-lo. — Sim. — deposita um beijo na minha testa. — Não acredito no que diz. — Por que você não gosta de estar errada e é cabeça dura. — dá de ombros, rindo. — Ei! — exclamo, indignada. Eu não sou assim! — Isso é mentira. — É sim. — diz, com deboche. — Eu sei que você não está bem. Seja lá o que for, seu cabeça dura, estou aqui por você. — dou um selinho nos seus lábios. — Não precisa se preocupar. — acaricia meu rosto. — Estou bem, te juro. — Tem certeza? — assente. — Está tudo bem, Hale. — Promete? — levanto meu mindinho, esperando sua resposta. — Sério, Valentina? — ri, me observando como se fosse estranha. Ao perceber minha feição irritada, vê que é sério. — Promete, Alex? — seu dedo mindinho encontra o meu, em promessa. — Prometo, loira. — ri. Não consigo acreditar nas suas palavras, porém nao irei insistir. Apenas lanço um sorriso para ele e nos cubro com o edredom. Alex me abraça por trás, murmurando para mim um boa noite. Logo, acabo dormindo. 
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