A noite tava um cu, vento frio pra c*****o cortando a pele como navalha. O morro dormia, mas eu? Nunca. Quem tem algo a perder não fecha os olhos por muito tempo. E eu tinha um império pra proteger. Acelerei a moto pelas ruas estreitas, o motor roncando alto, cuspindo fumaça na cara da madrugada. O cheiro de pólvora e gasolina ainda grudava no ar, lembrança de uma noite cheia de merda. Patrulhar era parte da rotina, mas naquela p***a de noite, tinha algo estranho. Um silêncio filho da p**a, daquele que avisa que a merda tá prestes a desabar. Chegando na entrada do morro, vi um bagulho esquisito. Uma mulher, andando feito zumbi, os passos todos fodidos, quase caindo. Suja, ferrada, com cara de quem saiu direto do inferno. Gente assim não aparece aqui sem motivo. Ou tá fugindo de alguma me

