Madu
Daniel, eu amo as nossas conversas. Você me faz sentir amada como eu nunca pensei ser possível. Fazer amor com você é como concretizar as suas palavras no ato s****l. Suas palavras me excitam. O seu vocabulário e a dicção perfeita. A sua voz suave e calma demonstra segurança e carinho. Sou apaixonada por você.
Mas você tem um outro lado, o Dan. Ele parece nunca ter lido um livro na vida. Tem uma segurança diferente da sua, algo instintivo como um predador. Também tem o hábito de rasgar as minhas calcinhas e de ir penetrando em mim na primeira oportunidade e sem aviso prévio. Parece estar sempre no cio.
Não que eu reclame, gosto do seu jeito cafageste. De ser chamada de v***a e de ser induzida ao sexo sem aviso prévio. Ele me envolve e cativa de uma forma mais iracional. Me sinto sua fêmea.
Juntos vocês seriam perfeitos. Sinto como se os dois em você se juntassem quando vamos ao quarto vermelho. Você não me diz grosserias, mas age como o Dan. Como se naquele lugar você fosse inteiro de novo.
Daniel
Assisti aos vídeos, todos eles. Levei muitas horas para isso. Diante do que vi, diria que eu sou sonâmbulo, se eu não lembrasse de cada ato feito. Eu lembro de tudo o que aconteceu nesta casa, e não só com você, Madu.
Eu quase matei a Bella. Estranho pensar em como eu pretendia mata-la e enterrar o corpo no meu quintal. Queria plantar margaridas e copos-de-leite em cima do seu túmulo, para lembrar dela, sempre que olhasse para as flores. Lembrar que ela não pode mais me trair.
Logo eu, que sou incapaz de um gesto de violência. Iria perfurar o seu coração e vê-la morrer me olhando incrédula com aqueles lindos olhos azuis. Sua expressão de choro demonstrando a dor... A cena, seria deliciosa de ver.
Mas um lado meu se escondeu de mim, quando eu decidi perdoa-la. Perdoar a Bella me dividiu entre razão e emoção.
Parece que eu entendo porque você me ama Madu. Sou como os seus livros preferidos. Sou um romance meio psicótico e intenso.
Eu fui tão injusto com você!
Você me amou, mesmo vendo o quanto estou quebrado.
Preciso te ver.
Te liguei e você atendeu.
_ Preciso te ver _ disse quando ouvi a sua voz.
Você me passou o endereço da casa da sua mãe.
As imagens de você levando palmadas que, eu estava desferindo, voltando a minha mente. Você não disse que fui eu. Você tinha as gravações. Por que não usou isso contra mim?
Cheguei na grande mansão da sua mãe. Ela era mais rica que o seu pai, mas bem menos generosa com você. O empregado que atendeu, me fez esperar na sala. Você não demorou.
_ Tenho que te pedir perdão de joelhos _ segurei suas mãos quando você se aproximou.
Mas você simplesmente chorou. Chorou me abraçando e sentamos no sofá. Demorei um pouco para entender.
_ A minha mãe, está morrendo _ explicou quando se acalmou um pouco.
_ Estou do seu lado para o que der e vier _ ofereci.
_ Eu preciso de você. Me sinto muito só.
_ Desculpa pelos dias de ausência. Estou aqui agora. O que a sua mãe tem?
_ É terminal tá em todo lugar. Ela tem semanas de vida.
_ Você tem irmãos?
_ Só por parte de pai. Sou a única filha dela.
_ Pena que ela me odeia. Eu poderia visitá-la.
_ Ela quer te ver.
_ Sério? Isso é uma surpresa.
_ As pessoas mudam. Melhoram. O que você queria me dizer?
_ Talvez isso não caiba nesta situação. Mas, desculpa por duvidar da sua fidelidade. Eu me lembro de tudo. Lembro de quando eu era o Dan. Eu te amo com toda minha alma. Volta pra mim?
A sua boca abriu em surpresa e, sorriu com agrado antes de me beijar. E te abracei aproveitando o beijo.