Dan X Morris

598 Palavras
Autora Depois do termino e, decepcionado com a própria atitude, o Daniel caminhou pela cidade que não dorme. Pensava em como se sentia quebrado sem a Madu. Ela se tornou uma parte muito importante da sua vida. Sem ela até o cinza dos seus dias sem cores desbotaria. Não viu o tempo passar, mas já era manhã quando chegou em casa. Pensava em retirar tudo o que disse. Pedir desculpas por desconfiar da Madu. No fundo do seu coração ele sabia que ela não o trairia. Em meio ao seu arrependimento pelo término com a Madu, Daniel se lembrou de como implorou para a Bella não deixá-lo. Mesmo tendo visto ela trai-lo. Depois de muitos caras com os quais ela se envolveu. Ele sabia de todos. Presenciou os telefonemas, mensagens, fotos... Viu ela transando com eles pelos becos, carros, um canto na balada. Ainda assim se culpou pelo fim. Seu trouxa! Uma voz o perturbava do meio dos seus pensamentos. Ele não compreendia o motivo dela soar diferente. Como se não fizesse parte dele. A Madu é só mais uma v***a. Você é um ímã de vadias. Desiste logo! O seu destino é acabar como o Morris. _ Não. Eu quero ser feliz. Uma gargalhada o oprimia. Humilhava a pouca dignidade que tinha, ou achava que tinha. Esta dignidade dependia da lealdade da Madu. Se é que ela lhe era leal. Será? Trouxa! Você é um fraco! A voz do Morris cuspindo isso na sua cara lhe veio a mente. Morris lhe ensinou tudo o que sabia, mas na falta de paciência de repetir o que dizia, castigava. Quando o corpo pequeno do Daniel caía cedendo ao açoite, Morris reclamava: Você é um fraco! Moleque fraco! A vida vai fazer poeira de você. _ Eu não sou fraco. A Madu me ama. Ela não é como a Bella. Vou te mostrar o que eu fiz com a sua Madu _ a voz em sua cabeça riu as palavras. Em seguida, imagens da Madu gritando gemidos de prazer na visão deste que o Daniel julgava ser outro dentro da sua mente. A dor da traição se repetindo, gerou a necessidade da negação. Não queria ver e tudo ficou escuro, como se ele adormecera. Os trejeitos, o semblante cafajeste, a impaciência no olhar atento e frio. Pensava na Madu. Tinha um mapa da casa da Madu na mente. Um lugar fácil de entrar. Se aquela v***a acha que pode me deixar, está enganada. Ela é minha! Não vou perder ela. Esta vale a pena _ sorriu de lado com a imagem da Madu na mente. Saiu de casa de carro, mas não encontrou a Madu na casa que a sua mãe alugara. Foi parar na casa do Morris. _ Aí, velho! _ riu do senhor assistindo novela, ao entrar na sala _ Você tá um lixo! Caminhou para a cozinha diante do olhar do senhor que conhecia bem esta face do seu filho adotivo. _ O que está fazendo aqui, Dan?_ observava o rapaz fazendo um sanduíche que o Daniel jamais comeria. _ Você criou um fraco. Aquele i****a mandou a minha mulher embora. Eu vim buscá-la. _ Mas a Madu não está aqui, i****a! _ E eu não sei, velho? Ela morava na rua de trás, mas não veio para casa _ mordeu o sanduíche frustrado. Sentiu o sanduíche seco e se virou para pegar cerveja na geladeira. O Morris aproveitou para acerta-lo com sua bengala. Desacordado, ele foi arrastado pelo senhor até a estufa, onde ficou preso até voltar a ser o Daniel e a Madu o libertar.
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