_ O gato comeu a sua língua? _ brinquei, mas só um pouco.
Gosto de ouvir a sua voz e, o silêncio que tomou conta de você desde que eu fiz o pedido, está me incomodando.
_ Estou feliz _ sorriu, mas não parecia feliz, exatamente.
_ Não consigo saber o que você está sentindo. Isso é estranho.
_ Eu te amo e, você me pediu em casamento. Agora você sabe como eu estou me sentindo?
_ Como eu. Mas eu não fiquei silêncioso.
_ Tenho muitas coisas na cabeça.
Abri a porta _ Compartilha comigo durante um banho de banheira. Pode ser?
Ia falar, mas só afirmou e entrou na minha frente.
A noite estava um pouco fria, a água aquecia os nossos corpos. Eu massageava o seu corpo com a bucha. E vi você olhar para o anel.
_ Este diamante e de verdade, não é?
_ É sim.
_ Você deve tê-la amado muito para comprar isso para ela.
_ Amei muito. Mas, te amo ainda mais.
_ Como você pode medir os seus sentimentos assim?
_ Vou te descrever o que sinto e você tira as suas próprias conclusões.
Você afirmou, eu continuei _ A Bella me machucava e, eu sentia vontade de machuca-la igual. Você é diferente e, me faz querer te proteger. Sinto que não posso evitar te proteger de qualquer um que queira te machucar, ou nos afastar. Qual é a sua conclusão?
_ Entendo o seu ponto de vista. Mas e se você gosta de sofrer?
Gargalhei _ Prefiro os prazeres que você me dá. Especialmente o de ouvir a sua voz e ver o seu sorriso.
Sorriu e, me olhou por sobre o ombro _ Você realmente comprou isso?
_ É uma herança de família. Era da mãe do Morris. Ele não se casou, lá no país de onde ele veio. Ele é da Líbia.
_ Ele não se parece mesmo com um brasileiro. Você é tudo o que ele tem?
_ Nós dois vivemos assim até agora. O que mais está causando o seu silêncio?
_ Você sonha com ela. Fala o nome dela dormindo. O que você sonha?
_ Revivo a cena de quando a vi me traindo. É sempre a mesma coisa.
_ Acha que eu te trairia? Você consegue confiar em mim?
_ Eu não sei. Eu tento. Você não é como a Bella.
_ Ela te amava?
_ Ela mentiu o que sentia, mas não. Ela mesma me disse que nunca me amou.
_ Eu te amo, Daniel. Te quero bem.
Beijei os seus lábios de vagar e, ficamos em silêncio.
_ Acha que a sua mãe vai impedir o nosso casamento? _ apontei o óbvio motivo do seu silêncio, que ela não falou.
_ Tenho certeza.
_ Filhinha da mamãe! _ brinquei e sorri _ Ela não é tudo isso, Madu. A sua mãe tentou nos afastar, mas estamos juntos. Pode por fé na gente. Eu vou lutar por você. Te amo acima de tudo. Como Heathcliff amou a Catherine.
Sorriu como se fosse piada.
Levantei o seu queixo para os nossos olhares se encontrar _ Você desperta em mim este amor _ seriedade no meu rosto.
Você acreditou com um certo temor. Garota esperta! Eu também temeria.
Dois meses se passaram.
Era novembro, nós decoramos a livraria para o natal. Até o Morris veio ajudar. Se com "ajudar", você quiser descrever alguém que senta num lugar e fica dando ordens e palpites desnecessários.
_ Se eu ficar tão chato quando eu envelhecer, por favor, me mata? _ pedi para você que me olhou condoida pelos meus nervos aflorados.
_ Vou fazer melhor. Te levarei aos estádios para xingar os jogadores pernas de p*u, por noventa minutos mais o intervalo _ remediou.
_ Não, Madu. A morte é bem melhor. Como ele se aguenta? _ olhei para o Morris pegando no pé do Julho.
Eu estava querendo tirar o velho dali o quanto antes. Foi um longo dia.
Cheguei em casa exausto. Você estava cheia de graça. Gostou de ver o meu sofrimento. Você é ma! Quem poderia adivinhar? Me joguei no sofá sem forças para mais nada.
_ Vai tomar um banho _ você mandou _ Eu faço o jantar hoje.
Achei que não tinha ouvido direito e te olhei confuso.
_ Seis meses te observando, me deram uma ou duas ideias do que fazer na cozinha.
_ Eu preciso ver isso _ gargalhei.
_ Um pouco de credibilidade, por favor?
_ Desculpa, amor. Não é pessoal, mas eu preciso ver isso.
Sentei a mesa e fiquei te observando. Foi interessante, mas eu só acreditei que você conseguiu quando provei a gororoba e era comestível.
_ Conseguiu! _ provei mais uma colherada _ Tá gostoso. Mas o que é isso?
Você me lançou um olhar bravo que me deu medo e, eu deixei para lá. Comendo sem reclamar.
_ Tá maravilhoso _ ficou forçado _ Obrigado por fazer o jantar, desculpa.
_ De nada. Tudo bem, devia ser macarrão com queijo, mas algo deu errado _ admitiu.
Achei engraçado por parecer uma sopa _ Posso te ensinar, se você quiser? _ ofereci.
_ Eu quero _ sorriu.
_ Por que não disse antes? _ me disponibilizei.
Tomamos banho juntos e você me levou para o porão.
Uma terrível tempestade caiu naquela noite. Mas o porão estava quente. Você me beijou o peito e, desceu até o meu ventre. Encontrou o meu pênis com sua boca. Assanhou o meu líbido.
Trouxe os seus lábios para os meus. Beijei a sua boca e fiquei sobre você. Penetrei o seu sexo molhado e quente com força, vendo os seus s***s balançando com o choque do meu ventre contra o seu sexo. Abocanhei um dos seus s***s e mordi de leve. Brinquei com a língua no mamilo e chupei. Os seus gemidos descompassados deliciava a minha alma.
_ De quatro, gostosa _ sorri.
Você obedeceu. Era bom te ver cooperando.
A sua disposição nesta posição era linda. Me fez suspirar. Acariciei o seu c******s com círculos sobre ele e, lambi o seu círculo no vale do seu bumbum. Quando você gemeu empurrando a b***a na minha cara, estava pronta para eu te penetrar de novo. Seus gemidos ficaram mais altos. Você ficou mais suscetível à mim.
Eu estava gostando da sucessão de ápices que você sentia. Em um certo momento, eu te sentia me apertando, dentro de você. Não era por dor, mas por t***o. A imposição da sua b***a contra o meu ventre deixava bem claro que você queria aquilo e, até mais. Ficou corada durante este ápice. Vergonha?
Eu não te quero envergonhada. Seja minha! Segurei o seu cabelo na nuca e te forcei outros orgasmos até a minha exaustão. Quando cheguei ao meu limite, você já havia chegado ao seu há muito tempo.
Acariciei o seu rosto quando deitei ao seu lado e beijei os seus lábios.
Te levei no colo até a nossa cama. Você estava exausta. Me orgulhei disso, Madu. Desculpa dizer.
_ Você gostou? _ acariciei o seu cabelo, quando estávamos na cama. Você sonolenta e, eu inseguro.
_ Sim _ sorriu parecendo envergonhada _ Você é um delicioso safado.
_ Por isso, você me levou lá _ lembrei de como parecia disposta e empolgada.
Ficou quietinha e percebi que adormeceu. Beijei a sua testa com carinho. Te quero bem, meu carinho.
A chuva forte embalou os nossos sonhos.