Dois meses se passaram.
Era novembro, nós decoramos a livraria para o natal. Até o Morris veio ajudar. Se com "ajudar", você quiser descrever alguém que senta num lugar e fica dando ordens e palpites desnecessários.
_ Se eu ficar tão chato quando eu envelhecer, por favor, me mata? _ pedi para você que me olhou condoida pelos meus nervos aflorados.
_ Vou fazer melhor. Te levarei aos estádios para xingar os jogadores pernas de p*u, por noventa minutos mais o intervalo _ remediou.
_ Não, Madu. A morte é bem melhor. Como ele se aguenta? _ olhei para o Morris pegando no pé do Julho.
Eu estava querendo tirar o velho dali o quanto antes. Foi um longo dia.
Cheguei em casa exausto. Você estava cheia de graça. Gostou de ver o meu sofrimento. Você é ma! Quem poderia adivinhar? Me joguei no sofá sem forças para mais nada.
_ Vai tomar um banho _ você mandou _ Eu faço o jantar hoje.
Achei que não tinha ouvido direito e te olhei confuso.
_ Seis meses te observando, me deram uma ou duas ideias do que fazer na cozinha.
_ Eu preciso ver isso _ gargalhei.
_ Um pouco de credibilidade, por favor?
_ Desculpa, amor. Não é pessoal, mas eu preciso ver isso.
Sentei a mesa e fiquei te observando. Foi interessante, mas eu só acreditei que você conseguiu quando provei a gororoba e era comestível.
_ Conseguiu! _ provei mais uma colherada _ Tá gostoso. Mas o que é isso?
Você me lançou um olhar bravo que me deu medo e, eu deixei para lá. Comendo sem reclamar.
_ Tá maravilhoso _ ficou forçado _ Obrigado por fazer o jantar, desculpa.
_ De nada. Tudo bem, devia ser macarrão com queijo, mas algo deu errado _ admitiu.
Achei engraçado por parecer uma sopa _ Posso te ensinar, se você quiser? _ ofereci.
_ Eu quero _ sorriu.
_ Por que não disse antes? _ me disponibilizei.
Tomamos banho juntos e você me levou para o porão.
Uma terrível tempestade caiu naquela noite. Mas o porão estava quente. Você me beijou o peito e, desceu até o meu ventre. Encontrou o meu pênis com sua boca. Assanhou o meu líbido.
Trouxe os seus lábios para os meus. Beijei a sua boca e fiquei sobre você. Penetrei o seu sexo molhado e quente com força, vendo os seus s***s balançando com o choque do meu ventre contra o seu sexo. Abocanhei um dos seus s***s e mordi de leve. Brinquei com a língua no mamilo e chupei. Os seus gemidos descompassados deliciava a minha alma.
_ De quatro, gostosa _ sorri.
Você obedeceu. Era bom te ver cooperando.
A sua disposição nesta posição era linda. Me fez suspirar. Acariciei o seu c******s com círculos sobre ele e, lambi o seu círculo no vale do seu bumbum. Quando você gemeu empurrando a b***a na minha cara, estava pronta para eu te penetrar de novo. Seus gemidos ficaram mais altos. Você ficou mais suscetível à mim.
Eu estava gostando da sucessão de ápices que você sentia. Em um certo momento, eu te sentia me apertando, dentro de você. Não era por dor, mas por t***o. A imposição da sua b***a contra o meu ventre deixava bem claro que você queria aquilo e, até mais. Ficou corada durante este ápice. Vergonha?
Eu não te quero envergonhada. Seja minha! Segurei o seu cabelo na nuca e te forcei outros orgasmos até a minha exaustão. Quando cheguei ao meu limite, você já havia chegado ao seu há muito tempo.
Acariciei o seu rosto quando deitei ao seu lado e beijei os seus lábios.
Te levei no colo até a nossa cama. Você estava exausta. Me orgulhei disso, Madu. Desculpa dizer.
_ Você gostou? _ acariciei o seu cabelo, quando estávamos na cama. Você sonolenta e, eu inseguro.
_ Sim _ sorriu parecendo envergonhada _ Você é um delicioso safado.
_ Por isso, você me levou lá _ lembrei de como parecia disposta e empolgada.
Ficou quietinha e percebi que adormeceu. Beijei a sua testa com carinho. Te quero bem, meu carinho.
A chuva forte embalou os nossos sonhos.