Minha mandíbula cai com sua ousadia e os meus testículos doem enquanto começo a mast*urbá-la no meio do meu jardim, com os carros da minha segurança esperando por mim.
— Você gosta de botar lenha demais na fogueira... e não deveria me provocar tanto, pequena.
Não meço o tempo que passo dirigindo e tentando ignorar o que sinto ao mesmo tempo, até que finalmente estamos dentro do m*aldito provador. Ali, a muito m*aldita debate-se entre montanhas de roupa para escolher qual lhe fica melhor, sem saber que meus olhos lhe ficam melhor sobre o corpo nu.
— Quanto de orçamento eu tenho? Ela indaga, piscando rapidamente para parecer inocente.
Ela tem de inocência o que eu tenho de santo.
Sua pergunta me surpreende porque estou muito concentrado na ponte que se forma no ápice de suas coxas.
— O que você quiser. Respondo sem parar de olhar para o mesmo ponto. — Desde que você seja capaz de pagar algum ou outro imposto.
Ela não responde nada. Simplesmente se limita a separar algumas peças e, de repente, a vejo ficar de calcinha preta de renda, com uma pequena correntinha, que divide as suas duas nádegas.
Ela faz giros em frente ao espelho e eu não perco um detalhe. De vez em quando tenho que ajeitar a virilha, mas resisto como posso, porque vê-la modelando nua para mim é a glória bendita.
Quem diria? Eu, o Di*abo Frost, dando bênçãos.
Ela é uma deusa e eu o pior dos dem*ônios. Um que quer consumi-la inteira.
Seus se*ios se desenham no espelho e balançam a cada movimento que ela faz para analisar de forma enganosa como o minúsculo pedaço de tecido lhe cai bem. A mim, por outro lado, está comprometendo todo o sistema respiratório.
Caramba, estou muito e*xcitado!
— Gosta, senhor Di*abo?
Sua voz tornou-se eró*tica, sedutora, encantada. O fato de ter usado aquela palavra que tanto gosto e que grita domínio pelos poros piora as sensações.
Sim, eu sou seu senhor, seu captor, seu carrasco e... seu dono.
Ela caminha até mim enquanto torce as duas protuberâncias entre o polegar e o indicador.
Eu não aguento mais. Portanto, abro a braguilha, libero o meu p*au latente e puxo uma de suas mãos para aproximá-la de mim. Coloco uma perna de cada lado dos meus quadris e a empurro sobre mim sem cerimônia, conseguindo nos arrancar um gemido ao mesmo tempo quando me empala.
— Muito mais do que gostei, pequena. Eu sibilei à beira de explodir. — Você não imagina quanto...
Quero comê-la viva!
Mergulho minha língua nela ao mesmo tempo em que belisco os m*amilos saltitantes que ela tem. Faço-a saltar de estocada em estocada com minha brusquidão, sem que ela possa fazer nada além de gritar com a boca bem aberta e então, afundo a minha língua nela muitas vezes sem me cansar e, claro, sem me satisfazer completamente.
Me importam várias mer*das o lugar onde estamos, as pessoas que nos esperam lá fora e o nosso verdadeiro propósito ao vir aqui.
Não consigo resistir por muito mais tempo. Estou esperando há muito tempo.
Eu a ataco com urgência, forçando-a a pular sobre mim sem soltar os sei*os dos meus dentes, enquanto ela puxa o meu cabelo gritando o meu nome sem qualquer pudor.
Deslizo dentro dela com facilidade, porque está muito úmida e eu muito ávido. Aferro-me aos seus quadris e, com alguns empurrões, deixamo-nos levar. É tudo muito intenso e rápido.
Me deixa louco.
As emoções que isso me causa me deixam entrever que há mais do que se*xo entre nós dois.
Quando ambos chegamos ao org*asmo, percebo que não me cuido quando me afundo nela, pois meu caminho para seu interior é mais profundo que seu corpo. Tudo vai além disso.
Ela desaba sobre mim tão ofegante quanto eu e ainda sinto meus últimos espasmos sem sair dela.
Enquadro o seu rosto com minhas mãos e decido que preciso cortar isso pela raiz, ou cruzarei limites intransponíveis para mim.
— Aprenda que se me provocar, eu te fo*do, mas isso é tudo. Minto com cr*ueldade, consciente do efeito das minhas palavras. Em seus olhos posso ver como o machuco. — Só eu avivo ou sufoco o fogo no meu infe*rno, Leah. Não se engane mais e pare de me provocar. Vamos para o hotel. Não tenho mais tempo a perder com você.
Ela levanta em silêncio. Eu guardo o meu m*embro já flácido e saio de lá, sentindo a queimação no meu peito pelo dano que lhe causei. Para minha surpresa, uma espécie de onda expansiva se desencadeia no centro do meu peito, criando um buraco n*egro.
Avanço até meu carro, não sem antes ordenar à vendedora que envie cada uma das peças selecionadas pela italiana, mesmo que ela vá de mãos vazias. Porque, indignada e magoada como está, sei que não tomará nada.
Acendo um cigarro antes de olhar para o céu enquanto solto a fumaça com fúria.
— O que você está fazendo comigo, pequena? Penso em voz alta. — De onde dia*bos Deus tirou um espécime desses?
Só posso chegar a uma conclusão: não foi criada por Deus, mas por algo muito maior, mais poderoso e perverso.
— Frost. Um dos guarda-costas me alcança com um gesto alarmado. — A garota está saindo pela parte de trás da loja.
Sorrio sem alegria para depois jogar o resto do cigarro fora.
Minha pequena é esperta, mas não tanto quanto eu.
O que fiz teve exatamente o efeito que queria e respondo à única coisa que posso para acabar com este jogo perigoso que tenho com ela.
— Deixe-a ir. Estipulo antes de subir no banco de trás. Recosto a cabeça no encosto e quando olhar para o teto me dá dor de cabeça, fecho os olhos.
Ela se foi...
Fim de jogo, pequena.
LEAH
Sinto-me como em estado catatônico, sentada ainda em suas pernas com ele dentro de mim e não consigo entender como uma pessoa que viveu momentos tão intensos e carregados de emoções junto comigo, pode terminar tudo assim, de forma tão fria...
Estou exausta, frustrada, desconcertada. É demais, quando penso que dei mais um passo, recuo três.
Prometi seduzi-lo, jogar o seu jogo e prendê-lo na sua própria armadilha... No entanto, não tenho mais a menor ideia do que estou fazendo. O Di*abo é tão desesperador e imprevisível que me faz improvisar, me desafiar e ultrapassar limites que jamais pensei alcançar.
E agora ele me vem com isso... Não sou um brinquedo, não sou um trapo, nem sou uma boneca. Não tenho certeza do que sinto por ele, mas a dor me atinge instantaneamente com um golpe seco, inesperado e devastador.
Me machucou e não foi exatamente no meu orgulho.
Faço de tripas coração, engulo em seco e aperto o abdômen antes de me levantar.
Ele, por sua vez, não hesita em sair correndo com a vitória nas mãos para me deixar sozinha com meu espanto e minha agonia.
Contemplo minha figura no espelho, detalhando cada parte dela. É o mesmo corpo, o mesmo rosto e, no entanto, não me reconheço.
O que dia*bos eu estou fazendo?
Eu sou Leah Falco! A mim me machuca quem eu quero.
Por que dia*bos eu permito essa me*rda de situação?
Até quando durará sua petulância e sua obstinação em me punir? Acho que falo por nós dois quando digo que perdemos nossos pontos de foco.
Precisamos conversar, chegar a algum tipo de acordo e finalizar esse sequestro ridículo, porque para mim não faz mais nenhum sentido. Até duvido que o franco-atirador vá atirar em algum dos meus amigos. Não sou ingênua, estou ciente da m8aldade que habita em Dean Frost..., mas também há muitas outras coisas. Sentimentos trancados no fundo de sua alma e quase perdidos na escuridão que a domina. No entanto, elas estão lá e, às vezes, eu as vejo sem que ele perceba.
Agora que penso nisso, me pergunto se ele me trouxe a Paris para me torturar com meus dem*ônios ou para me forçar a enfrentar meus medos.
"Não tenho mais tempo a perder com você", suas últimas palavras ecoam na minha cabeça, provocando um tremor involuntário.
Estou confusa, demais... No entanto, tenho uma coisa clara: ou definimos esta situação ou acabamos por nos destruir um ao outro. Não importa o que aconteça, encontrarei uma maneira de alertar minha melhor amiga.
Visto-me apressadamente e vejo-o tão despreocupado como sempre ao espiar por uma fresta ainda dentro do provador. Ele dá um sorriso para a vendedora para adicionar mais sal à ferida e se dirige para a saída com um par de seus guarda-costas seguindo-o.
Só um fica comigo e então, minha cabeça faz "clique". Esta talvez seja minha única oportunidade. É agora ou nunca.
— Ei, você. Chamo o sujeito, abrindo a cortina. — Venha cá.
Começo a pegar peças de roupa aleatoriamente nervosa e estendo um monte de roupa para que ele pegue outra para mim.
— Leve para a loira peituda. Aponto a vendedora de antes com desdém. — E comece a embalar. Eu vou experimentar estes, então vou demorar um pouco.
— Senhorita...
Giro nos calcanhares e volto para o provador sem prestar atenção nele. O gorila reage da maneira esperada e se dedica à árdua tarefa de receber as sacolas que a funcionária faz com muito esmero.
Não penso duas vezes, simplesmente me movo com o sigilo e a rapidez das serpentes em direção à porta dos fundos. Felizmente, a loja não é muito grande, está vazia de gente e cheia de roupa.
Quando o vento de fora me bate no rosto, não consigo acreditar que consegui. Meu sexto sentido me diz que foi fácil demais, mas lembro a voz dolorosa do Dia*bo e corro como nunca antes fiz na minha vida.
Não tenho ideia de quanto tempo passei correndo até sentir fraqueza nas pernas e estar prestes a ter uma parada cardiorrespiratória, então começo a caminhar sem rumo.
Estou perdida em uma cidade enorme que nunca visitei antes. Não tenho dinheiro, não falo francês e não sei por que dia*bos as carências do meu passado começam a invadir minha memória de repente.