Episódio 13

1471 Palavras
Dean Não me surpreende que ela corresponda ao meu beijo, pois sei que ela se sente atraída por mim. O que eu esperava era um pouco de resistência no início. Mas aqui está ela, rendida à paixão que nos inunda. Ela se lembrou, pude ver na sua expressão quando perguntei, e por isso a peguei desprevenida. Santa mãe! Se eu soubesse antes, a teria beijado desde o início. Como já é seu hábito, Leah Falco me deixa perplexo mais uma vez. O frenesi toma conta dos meus sentidos. A puxo para o meu colo e me recuso a soltar os seus lábios. Não a deixo respirar, mas a alimento com o meu ar, minha ansiedade e meu desejo. No entanto, acho impossível conter o gemido de dor enquanto faço um gesto brusco com o braço. Esse parece ser o gatilho que a faz reagir e se afastar num aparente estado de choque. — Droga! Arfo novamente, de dor e, ao mesmo tempo, enfurecida por romper a aura. — Cuidado. Ela se aproxima, alarmada, para interromper os meus movimentos. — Dois pontos abriram. — Leah... — É melhor tratar isso antes que o ferimento infeccione. Ela evita o meu olhar. — Você já está com febre... — Leah. Eu a agarro pelo queixo para forçá-la a me encarar enquanto seguro os seus pulsos. — Por que você insiste em salvar o homem que tornou a sua vida um inf*erno? — Eu já te disse. Ela me solta com um movimento rápido antes de ir buscar o antisséptico. — Eu não sou uma assassina. — Nem que a sua sobrevivência ou a dos seus entes queridos dependa disso? Pergunto por curiosidade. — Nem assim. Ela responde, pressionando o ferimento, e não consigo conter o leve gemido ao sentir o álcool penetrar na minha carne aberta. — Por que você me beijou? — Porque eu senti vontade. Simplesmente dou de ombros. — Então não faça isso de novo! A minha perplexidade rapidamente se transforma em histeria. Eu sabia que tinha demorado um pouco. Afinal, ela só está sob o meu controle há uma semana. Não imaginei que o meu plano se desenrolaria tão rápido. Não contava que o magnetismo se*xual entre nós fosse tão forte. — Impossível, querida. Permaneço impassível. — Vou continuar te beijando, não importa quantas vezes você atire em mim. — Por quê? Ela pula da cama de repente e começa a andar de um lado para o outro. Leah Falco está tão atordoada que não percebe que poderia aproveitar aquele exato momento para escapar. Aposto que a minha equipe de segurança está na boate alguns andares abaixo. Esta cobertura é indetectável e completamente segura. — Tudo o que você fez comigo já não é o suficiente para você? — Sinceramente, não. Rio descaradamente. — E se prepare, pequena, porque isso é só o começo. — Não me chame de pequena! Ela grita. — Você é um psicopata de me*rda! — Bem, foi essa... Aponto para mim mesmo. — Que você beijou mais de uma vez. Na verdade, a primeira vez que você se jogou nos meus braços em desespero. — Eu estava bêbada! Ela protesta. — E não te reconheci! — É inútil ne*gar o que você sente, pequena. Eu a chamo assim deliberadamente para irritá-la. — Você me quer e sabe disso. — Você é doente. Ela me olha com desprezo. — Que jogo você está jogando? — O de te deixar louca. Confesso. — E, aparentemente, sou muito bom nisso. — Me ouça com atenção, Frost. O meu sobrenome soa como a melhor música nos seus lábios. — Eu não vou entrar no seu jogo. Eu jamais me apaixonaria pelo psicopata que aponta um rifle de precisão para as pessoas que amo. Vamos ver. — Se você diz. Comento com indiferença. — Agora vá e traga algo para comer, estou com fome. — Não sou sua escrava. — Você é minha refém. Enfatizo. — E, portanto, será e fará o que eu exigir. Diga à Jo para trazer café da manhã para dois. Vou tomar um banho. Levanto-me de repente, e uma onda repentina de tontura me faz cambalear. Antes que eu possa contar, ela está pressionada contra mim, tentando me segurar. A sua mão pressiona o ponto onde o meu coração escuro bate, a sua respiração irregular roça o meu queixo e, mais uma vez, ela congela com a minha proximidade. Há muita tensão se*xual entre nós para resistir e, em algum momento, ela acabará explodindo. Na verdade, temo que a explosão tenha o mesmo impacto de uma bomba atômica. — Se quiser. Murmuro, com a voz rouca. — Pode se juntar a mim... pequena. — Imb*ecil. — O que você disse? Bufo, estreitando os olhos. — Você é um maníaco, um assassino, um id*iota, Frost. Ela desabafa, dando um passo para trás. — E eu vou continuar dizendo isso, independentemente das suas m*alditas punições. — Então. Vou até o cofre e pego uma pistola pequena. Se ela for carregar uma, será a minha, não a do traidor do Rei, com quem eu vou acertar as contas depois. — É melhor você ter um carregador cheio. — O que você está fazendo? Ela recua quando me aproximo, mas eu me movo mais rápido e a forço a segurar a arma nas palmas das mãos. — Qual é o problema? — Não tem nenhum. Curvo o canto dos meus lábios para cima. — Afinal, você não é uma assassina, né? — Você é doente. — Você já disse isso. Digo. — Bem, vou continuar dizendo! — Assim como vou continuar te beijando. Vou em direção ao banheiro, deixando-a resmungando em italiano. Nem tenho mais medo de que ela escape, porque tenho certeza de que estamos presos por um fio invisível. Rio com um senso de humor que não sentia desde o fatídico dia do meu casamento. O plano está em andamento e, por enquanto, as coisas estão indo a meu favor. — Você é minha agora, querida. Sem querer, Leah Falco me fez um favor ao enfiar aquela bala no meu peito. Começo a rir debaixo do chuveiro quente. Nunca fiquei tão feliz por alguém ter tentado me matar. Os três dias seguintes são mais do mesmo: nos confrontamos, nos desafiamos e proferimos todos os insultos possíveis, tanto em inglês quanto em italiano. Devo confessar que estou me divertindo demais bancando o sequestrador. Não a beijo mais, já que ela nunca baixa a guarda. O que ela não sabe é que quanto mais resistir, mais vai me querer. Espero na porta do camarim Leah terminar de se arrumar e, quando a vejo com a roupa se*xy de bucaneiro, o fogo infe*rnal emerge das profundezas da minha pélvis, me deixando automaticamente e******o. Céus! É Lilith, o m*aldito anjo caído do céu prestes a ser corrompido. — Hoje você vai dançar sozinha. Informo, observando a sua aparência da cabeça aos pés sem qualquer dissimulação. Ela passou a manhã toda ensaiando a coreografia com as meninas. — Você será a atração principal. — Eu não sou um espetáculo de circo. — Acredite em mim. Rio com um bufo. — Eu sei. Tome cuidado para não ver, falar ou se aproximar de ninguém, porque você não vai gostar nem um pouco do castigo, pequena. — Você sabe onde pode enfiar as suas ameaças. Num movimento rápido, agarro os seus pulsos para encurralá-la contra a parede e pressiono a sua testa contra a minha. — Não tente o Di*abo, pequena. Digo contra os seus lábios, tocando-a com a minha respiração. Ela nem se surpreende mais com a minha proximidade. É como se tivesse recebido uma injeção de algum tipo de tranquilizante, e isso me deixa um pouco inquieto. Ela deveria oferecer muito mais resistência. — Não o tente porque... — Vou queimar no Inf*erno? Ela tira as palavras da minha boca. — É, já ouvi isso antes, e adivinha? Eu já estou lá, Frost. E, ao contrário do que você pensa, você não é meu carrasco, nem meu mestre. Ela se encoraja antes de tocar os nossos lábios. — Você é minha por*ra de tortura. Os seus olhos cinzentos brilham intensamente, revelando o desejo que ela tanto tenta esconder. O seu lábio inferior toca a minha boca, e então... — Mais uma vez, não sou responsável pelos ataques cardíacos fulminantes. Ela me pega de surpresa ao se enfiar por baixo do meu braço direito e ir embora. — Aproveite o show, Frost. Ela vai embora, me deixando de boca entreaberta e os punhos cerrados com toda a força. — Sua bruxa louca, desavergonhada, imprudente! A va*dia sabe jogar as suas cartas muito bem, e se eu não me concentrar no meu objetivo, ela pode sair do controle. O problema é que seduzir Leah Falco é andar por um campo minado sem escudo. ‍
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