Dean
Sento-me à minha mesa de sempre, onde ninguém pode me ver, e tomo um gole do meu Jack Daniel's enquanto me preparo mentalmente para ver a deusa ardente se apresentar na pista de dança.
Saboreio a textura na minha boca, as luzes se apagam e... droga! Mesmo com o lugar todo escuro, ainda consigo vê-la na minha frente, dançando como a mais sensual das dançarinas. A bebida é tão rebelde e única quanto ela, um sabor incomparável no mundo e, além disso, é maravilhosa por todos os lados.
A música começa a tocar antes de revelar o seu corpo espetacular por inteiro. O tecido o cobre quase completamente, mas ele se ajusta como uma segunda pele, dando a impressão de ela estar nua.
Ela nem precisa se mexer para me excitar, mas quando os movimentos sincronizados começam, sinto que a minha virilha vai explodir e rasgar a minha calça.
Assim como a letra da música, sinto o meu corpo todo vermelho e, sem pensar duas vezes, abro o zíper antes de soltar o meu p*au ereto e pulsante. Envolvo-o com as mãos, e o simples toque, junto com o balanço dos seus quadris, é o suficiente para me fazer soltar um gemido, que reprimo apertando o maxilar com toda a minha força.
Ela se aproxima, eu faço o mesmo. Ela dá dois passos para trás e eu a aperto antes de segui-la. É uma atração incontrolável, insaciável e irresistível, mas não tão doentia quanto a que senti pela minha noiva fugitiva.
Claro, eu amava Cass. Leah, por outro lado... Eu a odeio com todo o meu ser, e assim que eu atingir o meu objetivo e satisfazer os meus m*alditos desejos carnais, vou reduzi-la a cinzas, como poeira ao vento.
Nunca, jamais, tive um org*asmo tão fácil e rápido. O pior é que nem nos tocamos. Vê-la já é incentivo suficiente para me fazer explodir.
A música termina, dando lugar a gritos e aplausos, que abafam o meu rugido enquanto chego ao êxtase.
— Bruxa sem-vergonha de me*rda.
— Olha pra mim, caramba!
Já me toquei em público, e vale ressaltar que exibicionismo é uma perversão da qual não gosto. Não compartilho os meus prazeres com ninguém, a menos que o espectador seja um participante ativo.
— Droga. Rapidamente consigo esconder o meu constrangimento antes que um dos contadores chegue à mesa. — Precisamos de você no escritório.
Depois de xin*gar baixinho, limpo as mãos no guardanapo e viro o Jack Daniel's antes de segui-lo.
— Não a perca de vista. Ordeno a um dos guardas, com os olhos fixos na minha prisioneira, e passo por ela.
— Desculpe incomodá-lo, Dean, mas com a saída do Steven, não temos um empresário para autorizar...
Aquele desgraçado que tentou roubar as minhas coisas já está arrependido de ter me aborrecido. O Steve descobriu por que me chamam de Dia*bo da pior maneira possível.
— Não me incomode com essa bobagem. Interrompo-o bruscamente enquanto vou até o frigobar pegar a garrafa e me sirvo de uma bebida. — Já tenho muito o que fazer te apoiando. Ligue para o Jackson, é para isso que ele está lá.
— O Sr. Collins está... ocupado. Ele acrescenta com uma cara séria.
— Bem, espere até ele terminar de dormir com a Maya e você poderá encontrá-lo. Seja lá o que for, pode esperar, e se não, eu realmente gostaria de ver você interromper a tran*sa dele.
O flerte desses dois me deixa um pouco irritado... ou talvez seja só a frustração se*xual falando por mim.
Caramba! Por que dia*bos não consigo querer outra mulher desde que a Leah Falco entrou na minha vida?
Estou ficando obcecado, e isso não é bom para ela... nem para mim. Esse meu plano de sequestro está ficando complicado, mas sinto que estou prestes a atingir o meu primeiro objetivo... e em tempo recorde! Não vou recuar.
Além disso, preciso acabar com essa frustração momentânea. Hoje vou ganhar mais do que um beijo.
Estou saindo freneticamente do escritório para voltar para a pista de dança. No entanto, paro de repente quando a vejo sentada em frente a um dos clientes.
— Que tipo de carma é esse?
— Não existe um homem que ela consiga ficar a um metro de distância?
A fúria aumenta à medida que avanço e, antes que qualquer um deles perceba a minha presença, agarro os pulsos da mulher sem-vergonha e a puxo para trás de mim, protegendo completamente o seu corpo do olhar do velho pervertido com o meu.
— Eu não sei quem dia*bos você é. Digo, ignorando o arquejo da morena atrás de mim e, ao mesmo tempo, lutando para segurá-la, porque a vagabu*nda continua resistindo. — Mas nem qualquer um entra na minha boate, e você não toca em nada que seja meu, nem fala com ela ou olha para ela.
— Eu só queria...
— Saia daqui! Exclamo, com o rosto vermelho de raiva.
— Não estou procurando encrenca, Dia*blo. O homem inconsciente tem a audácia de me desafiar. — Eu só estava ajudando sua dançarina. Na verdade, vim te procurar. Tenho uma proposta a te fazer.
— Não estou interessado. Interrompo. — Você tem dez segundos para sair.
— Ok. Ele levanta as mãos em sinal de rendição. — Eu desisto por enquanto, mas você vai ter notícias minhas em breve.
— Se eu tiver, pode ter certeza de que vou arrancar os seus olhos. Ameaço claramente.
Se tem uma coisa que me caracteriza, é que não sou de rodeios. O que quero dizer ou fazer, eu faço, porque neste mundo nada é impossível ou inatingível para mim...
Exceto pela mulher que te abandonou no altar. Acrescenta o meu subconsciente.
Sim, mas foi porque baixei a guarda com ela. Um erro que jamais pretendo cometer, muito menos com a sua melhor amiga descontrolada.
— Você pode investigar Marcello Grimaldi e tudo o que eu tenho a oferecer a ela. Ele retruca sem pestanejar. — Tenho certeza de que você será mais sensata na próxima vez que nos encontrarmos.
— Tirem-no daqui. Ordeno aos meus seguranças antes de arrastar a italiana provocadora até a saída dos fundos e pegar o elevador de serviço.
Chegamos silenciosamente ao quarto dela, e eu a jogo na cama, furioso, sentindo-me capaz de qualquer coisa.
Po*rra!
De onde dia*bos essa mulher veio?
— Estávamos conversando... Ela sussurra baixinho enquanto engole em seco.
— Como dia*bos eu vou ter que enfiar na sua cabeça que você não pode se aproximar de nenhum homem?! Explodo num berro trêmulo.
— Eu quase desabaria no chão se ele não tivesse me pegado! Ea exclama com medo, fazendo as minhas pupilas saltarem, tomada pela escuridão que consome a minha alma.
— Você deixou ele te tocar? Eu diminuo a distância entre nós para agarrá-la pelos ombros e sacudi-la com força. — Você fez isso?!
— Você não me ouviu?
— Foi você quem não me ouviu, querida. Eu a abraço e pressiono o seu rosto contra o meu, os nossos lábios se roçando. — Ninguém olha para você, fala com você ou te toca sem a minha permissão. Minha refém, Lean. Eu a sinto estremecer com a minha proximidade e ela me contagia com a mesma sensação. — Só minha.
Ataco os seus lábios sem esperar mais um segundo. Exploro a sua cavidade com a fome que me mantém acordado à noite, enquanto aprisiono os seus quadris.
Desço até as suas nádegas e a levanto, incitando-a a envolver as pernas em volta da minha cintura. Num impulso, empurro-a contra a parede, sabendo que posso machucar as suas costas, mas não me importo; simplesmente não consigo impedir o inf*erno que ela desencadeou.
Nos roçamos, nos apalpamos e, finalmente, nos tocamos. No entanto, pouco antes de passarmos para a próxima base, paro abruptamente, recebendo um protesto dela, é claro. O que alimenta o meu delírio.
Não se preocupe, pequena. Em breve você terá o que deseja.
— Aparentemente. Murmuro contra a sua boca. — Está é a única língua que você entende. Eu me afasto, o meu peito arfando como se eu tivesse acabado de correr a maratona mais longa da minha vida, e passo as mãos pelos cabelos. — Faça as malas, porque vamos dar uma voltinha.
— Para onde vamos? Ela pergunta, com a expressão de medo retornando.
— Para matar dem*ônios... e criar mais. Respondo antes de sair do quarto, longe de todos os seus encantos amaldiçoados.