Leah
Desistir de mim?
O que ele quer tanto?
Ele tem outra pessoa?
E eu sou o quê? A m*aldita prisioneira que ele move como uma marionete?
— Não. Recuso. Se o Dia*bo me quiser, terá que ficar sozinho comigo, porque senão não haverá nenhum plano de sedução que valha a pena aqui.
Vou cortar os meus pulsos primeiro ou atirar nele de propósito antes de arriscar uma humilhação depois. Além disso, para conquistá-lo, não pode haver mais ninguém na vida dele.
Vou me livrar dela, com certeza.
— Com quem você precisa falar sobre mim? Pergunto enquanto lhe dou um soco no peito para afastá-lo.
— Não vou responder nada. Ele permanece impassível como uma rocha diante das minhas investidas. — Você não tinha o direito de olhar o meu celular. É particular.
Ele pega o aparelho enquanto eu bufo de raiva.
Acabei de perceber que provavelmente estou mais chateada por saber que ele conversou com outra pessoa sobre me cortar da vida dele do que pelo fato de ele já me beijar sempre que quer, e dói como eu nunca imaginei.
— Você tem outra...? É isso? Eu o acuso, e ele se vira para me encarar com raiva. — Você vai me substituir por outra refém? Que ba*baca.
— Que po*rra você está dizendo, Leah Falco?
Que di*abos você está fazendo, fazendo uma cena ridícula como se fossemos um casal apaixonado? Se recomponha, droga!
Um movimento repentino interrompe os meus pensamentos, e então o que se segue é uma loucura.
Ele avança na minha direção antes de me agarrar pelo pescoço. Ele crava os dedos na minha garganta e pressiona os lábios com raiva contra os meus.
— Você é a única refém do Dia*bo. Ele jura num tom seco. — Ninguém jamais tomará o seu lugar, pequena.
Sinto como se estivesse ofegante, e ele está sendo tão brutal que dou um tapa nele...
No entanto, é tudo uma tentativa, porque o bruto agarra o meu pulso e o arrasta contra a parede. Eu tropeço nele, e a minha outra mão está presa na dele. Ele me subjugou, à sua mercê.
Ele morde os meus lábios furiosamente, e eu gemo, um gemido entre dor e desejo. Eu gosto disso e me irrita. Duas partes de um momento explosivo entre nós dois.
— Abra as pernas! Ele berra o seu comando, deixando a carne do meu lábio escapar entre os seus dentes.
— Eu não quero. Minto, ne*gando o que ele exige.
Ele enfia um joelho entre as minhas pernas, e os meus olhos se fecham automaticamente.
Abro a boca para ofegar desamparadamente, e Frost aproveita a oportunidade para deslizar a língua para dentro.
Ela solta as minhas mãos, mas eu não as abaixo. Faço uma pausa, assimilando a pressão que o joelho dela está exercendo sobre o meu se*xo.
— Abra as pernas, Leah...
Não consigo nem responder com o meu desafio de sempre, pois o meu corpo me trai imediatamente.
Meus m*alditos me*mbros se abrem sozinhos. Não faço nada. Eles fazem tudo, e eu palpito no centro do meu prazer.
— Agora você vai se masturbar para mim. Suba aí...
Ele se vira e aponta para uma mesa.
Ele espera alguns míseros segundos, durante os quais vejo a evidência da sua excitação nas suas calças e quase me ajoelho para beijá-la.
Eu o quero, e saber que ele também me quer me deixa louca.
Este joguinho perigoso de odiar e confrontar constantemente um ao outro está criando uma excitação enorme em nós dois.
Como não me mexo, ele me puxa para cima e me agarra pelas axilas. Ele me levanta sobre a mesa para abrir as minhas pernas e desliza as mãos por baixo do meu vestido, agarrando a minha calcinha.
Então, ele as puxa violentamente. Dói um pouco, mas não consigo conter o fluido que se acumula entre as minhas pernas.
Po*rra! Esse ba*baca, doente, criminoso, está me e*xcitando demais.
Ele coloca duas cadeiras ao meu lado e me faz colocar um pé em cada braço, me deixando exposta e excitada diante do seu olhar psicopata.
Ele empurra o meu peito e eu tropeço no espelho atrás de mim.
A minha boca está aberta de desejo. O meu se*xo escorrendo no seu rosto, e quando ele passa um dedo na minha entrada, ela se enche com os meus sucos, e então ele a saboreia como um pervertido sem tirar os olhos de mim.
— Dói? Ele decide me torturar, passando os dedos de uma ponta à outra, sem tocar muito, apenas em algo superficial.
Droga! Claro que dói!
Estou queimando, sufocando, presa sob a fumaça, e sinto que posso morrer a qualquer momento.
Um gemido lamentável escapa dos meus lábios enquanto ele desaparece completamente.
— Responda-me!
— Pu*ta m*erda! Respondo rapidamente, frustrada demais.
— Então alivie a sua dor, querida.
Vejo-o abrir o zíper da calça e não penso duas vezes. Tiro rapidamente o vestido, furiosa e excitada ao mesmo tempo. Os meus ma*milos duros o tentam, e eu os aperto para ele.
Quando o vejo sacar o seu instrumento prodigioso, grito roucamente, com os olhos arregalados.
— Droga! É tão grosso e comprido.
Abaixo os meus dedos até as minhas dobras e, com o polegar e o indicador, os afasto, deixando-o ver a minha feminilidade ávida.
Coloco três dedos dentro de mim porque estou com muito t***o, e ele aperta o p*au furiosamente.
O mesmo ritmo que imponho dentro de mim, ele mantém no seu p*au, e os seus olhos devoram os meus.
Ele se aproxima, o juramento implícito na sua expressão.
Eu ofego, ele grunhe.
Instintivamente, abro mais as pernas enquanto o Di*abo envolve uma das mãos em volta do meu quadril. Com a outra, ele continua se ma*sturbando e, quando penso que estamos prestes a go*zar juntos, ele puxa os meus quadris para me empalar no seu me*mbro de uma só vez.
Ele não me dá trégua e, com seu beijo voraz, absorve o meu grito de surpresa, dor, calor e desejo.
Estou tão fo*dida, tão fo*dida, e dói pra caramba.
O pior é que, depois de atingir o tão esperado orga*smo, me sinto pior, porque não me importo com a voz estridente da minha consciência ou com os sons ensurdecedores dos alarmes no meu corpo gritando "perigo, colapso do sistema". Não só acabei de fo*der meu sequestrador desprezível, como também anseio por repetir isso várias vezes até extinguir o fogo infe*rnal que me consome.
Dean
Observo-a dormir, e parece inacreditável que aquele rosto calmo seja o mesmo da mulher sem-vergonha que me provoca todos os dias, todas as horas.
Sou bruto sempre que estou com ela, mas não consigo evitar. A sua ferocidade, minha raiva e a paixão que nos consome despertam um lado da fera que eu nem sabia que existia.
Por um lado, Leah tem uma personalidade que exige força, controle e posse, porque senão ela vai sair do controle. E, por outro, o monstro já faz parte da minha natureza. Eu só sei adorar, agradar e até amar de uma forma muito distorcida, torturando e machucando com as palavras exatas para ofuscar, destruir e transformar em cinzas. Essa é a única maneira que conheço, porque foi assim que me ensinaram.
No entanto, encontrar uma mulher que responda ao monstro com tanto vigor é algo novo demais para mim.
O que Leah me faz sentir é muito novo, desconcertante e prazeroso. Não consigo resistir a ela e preciso controlá-la para que ela não me controle.
Estendo as mãos em direção aos seus cabelos castanhos, aos quais os cabeleireiros adicionaram algumas mechas loiras, e pego algumas mechas. As mechas deslizam pelos meus dedos como seda entre espinhos. Uma boa comparação para o que ela e eu somos.
Olho para ela e, por mais que queira afastá-la, só a puxo para mais perto.
Aos poucos, fui reinventando os meus planos até não ter mais ideia do que estava fazendo. Simplesmente vivo o presente, sem pensar no amanhã.
Não me importo mais com a minha ex-noiva fugitiva, nem mesmo com aquele m*aldito Magnata do Aço. Que se fo*dam todos, contanto que eu possa continuar me alimentando do corpo viciante de Leah Falco.
Levanto-me da cama, com cuidado para não acordá-la, e visto uma calça antes de sair para a reunião diária de segurança.
Aquele idi*ota está perseguindo ela, e eu vou chutar a bu*nda dele se ele tocar num único fio de cabelo dela. Não dou a mínima para o poder dele, o dinheiro dele ou os crimes dele. Ninguém me incomoda, e quem mexer nas minhas coisas vai ter que arcar com as consequências.
E, infelizmente para muitos, Leah Falco é minha.
— Dia*bo. O chefe me intercepta. — Precisamos ficar vigilantes. Tem homens do Marcello Grimaldi na área.
Aquele velho m*aldito é um espinho no meu pé que está me incomodando demais.
Se ele parar de me irritar, vou transformá-lo em pó de estrela, independentemente das repercussões. Se a minha prisioneira descobrir quem ele é, ela pode não me perdoar, mas eu não me importo. Essa palavra não é algo que me tira o sono.
As minhas prioridades ainda são eu, e depois o resto do mundo.
— Espero que os tenha mandado para casa. Comento, neutro, enquanto vou buscar um café.
— O aviso foi enviado, senhor.
— Ótimo. Encho a xícara até a borda e tomo dois goles sem açúcar. — E o Rei?
— Ele não se mexeu, senhor, mas...
— Mas? Insisto para que ele continue.
— Nós dois o conhecemos e sabemos que ele não vai desistir dos seus jogos perversos por nada. Explica. — Ele só está esperando para nos pegar desprevenidos.
— Então ficarei satisfeito, já que isso nunca vai acontecer. Deixo a ameaça implícita nas minhas palavras. — Algo mais que eu deva saber?
— Está tudo pronto para a sua partida.
— Partiremos em uma hora. Penso, voltando para o quarto, e quando abro a porta, dou de cara com a figura nua da rainha de*mônio em todo o seu esplendor. — Talvez duas. Corrijo antes de fechá-la. — Bom dia, pequena.
— Frost. Ela ergue as sobrancelhas provocativamente. Mesmo sonolenta, ela não consegue controlar a sua natureza. — Você planejou alguma tortura para hoje?